Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

Quando falamos de “artilheiros esquecidos no mercado”, referimo-nos a jogadores com histórico de faro de gol — que já foram destaque em sua carreira — mas que hoje não recebem a atenção, valorização ou oportunidades compatíveis com seu passado. Seja por idade, lesões, desvalorização midiática, defasagem técnica, mudança de geração ou simplesmente má gestão de carreira, muitos desses atacantes acabam “sumindo” do radar dos grandes clubes.

Eles podem estar:

  • atuando em divisões menores ou clubes menores,
  • sem contrato ou com contratos modestos,
  • em ligas menos visíveis ou mercados periféricos,
  • ou simplesmente subutilizados, mesmo que com capacidade para contribuir.

Os porquês do esquecimento

Para entender esse fenômeno, vale destacar alguns fatores que colaboram para que artilheiros caiam no esquecimento:

  1. Idade e declínio físico
    O futebol exige muito fisicamente — velocidade, explosão, resistência. Atacantes que envelhecem ou sofrem quedas de performance acabam perdendo espaço competitivo, mesmo se mantiverem faro de gol.
  2. Lesões e desgastes
    Problemas recorrentes de lesão podem frear a carreira de um goleador. O tempo parado, reabilitação, perda de ritmo e insegurança física atuam como barreiras.
  3. Fator de marketing / visibilidade
    Muitas vezes, clubes dão preferência a nomes jovens e “vendáveis” (imagem, projeção futura). Atletas maiores ou com trajetória estão mais sujeitos a serem ofuscados.
  4. Maus contratos / má gestão
    Escolhas ruins de clubes, agentes, negociações precipitadas ou falta de suporte técnico podem condenar um bom atacante a fases apagadas.
  5. Mudança de perfil tático / exigências modernas
    Com o futebol moderno, muitos times querem atacantes versáteis que marcam, ajudam na recomposição, tenham mobilidade e participação no jogo geral — o que nem todos os artilheiros tradicionais oferecem.

Exemplos históricos de artilheiros esquecidos

Para ilustrar, alguns nomes no Brasil que chegaram a ser artilheiros em edições de campeonatos, mas que hoje são menos lembrados:

  • Josiel, que marcou 20 gols em 2008 pelo Paraná e foi artilheiro do Brasileirão naquela edição. iG Esportes
  • Dimba, que fez 31 gols em 2003 pelo Goiás — um número impressionante, mas pouco lembrado nas discussões atuais. iG Esportes
  • Rodrigo Fabri, que dividiu a artilharia em 2002 com Luis Fabiano, com 19 gols. iG Esportes
  • Dill, outro nome que brilhou em determinada temporada, mas perdeu musculatura simbólica no cenário nacional. iG Esportes
  • Magno Alves: embora não seja exatamente “esquecido”, após carreira longa e exitosa, o Magnata muitas vezes não é lembrado no topo da fala de grandes artilheiros daquela geração, mas foi prolifico e mantido relevância até idades avançadas. Wikipedia
  • Waldo Machado — ídolo do Fluminense e um dos maiores goleadores do clube — também é menos lembrado pelas gerações mais novas no mercado do futebol atual. Wikipedia

Esses casos mostram que marcar muitos gols em uma ou mais temporadas não é garantia de permanecer no topo da lembrança ou no radar de grandes equipes.


Potenciais “esquecidos” atuais que merecem atenção

Além dos casos do passado, há alguns nomes mais recentes ou que vivem fase discreta, mas que ainda podem surpreender:

  • No mercado de 2025, alguns jogadores conhecidos já estão sem clube ou com negociações em aberto — como o atacante Diego Costage
  • Atacantes com passagem por times grandes mas hoje outsourcing de mercado ou com contratos modestos podem ser “resgatados” por clubes inteligentes que busquem boa relação custo/desempenho.

Essas apostas quase sempre envolvem risco (físico, adaptação), mas podem gerar bons retornos se o clube calibrar expectativas e estrutura de suporte (preparação física, reabilitação, adaptação tática).


Por que vale redescobrir esses artilheiros

  1. Custo-benefício
    Jogadores menos valorizados muitas vezes podem ser contratados por valores ou salários moderados — com risco menor comparado a astro caro.
  2. Experiência e faro de gol comprovado
    Mesmo em fases menos brilhantes, histórico de gols demonstra instinto. Com boa preparação, alguns ainda entregam.
  3. Motivação e redenção
    Muitos desses atletas buscam “reinvenção” ou uma chance de provar que ainda têm valor — podem demonstrar empenho elevado.
  4. Boa alternativa para mediações de times de meio de tabela ou times ambiciosos no nacional
    Equipes que não podem pagar craques absolutos podem apostar em “nomes esquecidos” como diferencial.

Cuidados ao apostar em um artilheiro “esquecido”
  • Avaliar físico e histórico de lesões com profundidade.
  • Verificar adaptação ao estilo de jogo do clube.
  • Cautela com expectativas: não esperar que retorne ao ápice imediatamente.
  • Investir em preparação, reabilitação e acompanhamento próximo.

Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

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