Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

O Flamengo viveu mais uma noite de mistura entre brilho e frustração ao empatar em 2 a 2 com o São Paulo, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A.

Apesar de até ter virado o jogo, o time carioca deixou escapar a chance de sair na liderança da competição.

O que deu certo

O Flamengo mostrou bom poder de reação. Com gols de Arrascaeta (de pênalti) e Samuel Lino — este último reencontrando o gol após jejum — a equipe demonstrou que ainda tem armas ofensivas eficientes.

A movimentação ofensiva, ao menos em parte, funcionou. E não deixa de ser mérito ter buscado a virada após ter saído atrás.

O que não está funcionando — e aqui entra o grande foco: Gonzalo Plata

Mas, se por um lado há pontos positivos, por outro a atuação do jogador equatoriano Gonzalo Plata se tornou de novo um dos grandes problemas. Conforme destaca o site GE, Plata foi uma das piores notas do time no jogo.
Ele ainda foi expulso — o Flamengo tem uma série crescente de expulsões recentes — e essa instabilidade coletiva acaba atrapalhando os planos maiores do time.

Consequências imediatas

  • O empate custou caro: o Flamengo chegou aos 65 pontos, mas não assumiu a liderança, deixando margem para que o Palmeiras abra vantagem no topo.
  • A expulsão de Plata agrava o problema de descontinuidade no time: sofrer com desfalques por cartão vermelho ou suspensão compromete o rendimento em jogos chave.
  • A equipe parece oscilar entre momentos de brilho (como a virada) e falhas recorrentes na concentração ou no desempenho individual.

O que precisa mudar para seguir em frente

  1. Plata precisa recuperar foco e performance: Ele tem potencial, mas precisa mostrar regularidade, menos erros e mais contribuição positiva.
  2. Menos imaturidade nos duelos decisivos: A expulsão é só um sintoma — o time precisa reduzir os momentos de desatenção que custam caro.
  3. Aproveitar os jogos restantes como final de campeonato: Cada ponto perdido se torna decisivo numa disputa tão apertada como essa.
  4. Equilíbrio entre ofensiva e defensiva: Marcadores devem estar prontos para suportar mais pressão e os atacantes devem converter quando tiverem espaço.

Conclusão

O Flamengo provou mais uma vez que tem condições de brigar lá em cima — mas, ao mesmo tempo, voltou com uma lição clara: na corrida pelo título, erros individuais e atitudes fora de sintonia podem matar os sonhos, e o Plata, por ora, aparece mais como um entrave do que como solução.

Resta agora ver se ele vai se reencontrar — e se o Flamengo vai manter firme o ritmo para não deixar o lider escapar.

Porque o tempo para vacilar é cada vez menor.

Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

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