Mil vezes Pep. No domingo, 9 de novembro de 2025, Pep Guardiola atinge a marca de 1.000 partidas como treinador profissional — e o cenário não poderia ser mais simbólico: Manchester City x Liverpool, duelo que virou a régua da excelência na Premier League. Para o próprio Pep, encarar o Liverpool nesta data é “o rival perfeito” para celebrar o marco.
Ao longo de uma trajetória iniciada no Barcelona (2008), lapidada no Bayern e elevada a outro patamar no City, Guardiola chega ao milésimo jogo com mais de 700 vitórias e um aproveitamento acima de 70%, números que ajudam a explicar sua aura de técnico transformador. Em balanços publicados pela imprensa britânica, a conta chega a 715 vitórias em 999 jogos (71,57%) na véspera do clássico.
Não são apenas os números frios: são títulos e ideias. Do tiki-taka que redefiniu o Barcelona ao City que domina territórios por meio de superioridades posicionais, sua prateleira inclui 12 títulos nacionais de liga e 3 Champions League — um currículo que o coloca, sem rodeios, na conversa dos maiores da história.
A data chega com reconhecimento institucional: após o jogo, Guardiola será entronizado no “LMA Hall of Fame 1,000 Club”, clube da associação de técnicos da Inglaterra dedicado a quem cruza a barreira do milhar. Um selo oficial para uma carreira que já tinha o carimbo da eternidade.
No Brasil, o momento também ganhou destaque: o ge batizou de “Mil vezes Pep Guardiola” e sublinhou a simbologia do clássico deste domingo, além de ressaltar como o Liverpool se tornou o antagonista ideal da era City. É o encontro que moldou a última década na Inglaterra — e que, não por acaso, serve de palco para o jogo número 1.000.
Por que este marco importa
- Consistência absurda: manter >70% de vitórias por 18 anos, em três gigantes, sob escrutínio permanente.
- Ideias que viraram escola: da saída de três com laterais-interiores ao falso 9, seus conceitos se espalharam por seleções e clubes pelo mundo.
- Rivalidade que elevou o nível: Klopp e o Liverpool forçaram Pep a buscar novas soluções; o jogo deste domingo é mais um capítulo dessa dialética.
Independentemente do placar, o milésimo é menos sobre destino e mais sobre percurso: dedicação, obsessão por detalhes e uma estética de controle que moldou a maneira como vemos o jogo. Se o futebol de 2025 é mais pensado, mais posicional e mais paciente com a bola, muito passa por Guardiola.
Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.
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