O futebol brasileiro tem dessas histórias que parecem piada pronta, mas insistem em bater à porta dos clubes como se fossem solução. A bola da vez atende pelo nome de Hulk. Ídolo em Minas, respeitado por onde passou, dono de um chute potente e de uma carreira que merece aplausos. Até aí, tudo certo.
O problema começa quando a conversa chega ao contrato.
Três anos.
Dois milhões de reais por mês.
Um jogador com idade que, no futebol de alto rendimento, já não perdoa mais ninguém.
A possível chegada de Hulk ao Fluminense não é apenas uma contratação é uma aposta alta, cara e cheia de riscos. Não se trata de desrespeito ao atleta, mas de respeito à realidade. Futebol não se joga só com currículo, se joga com físico, intensidade e, principalmente, planejamento.
O Fluminense, que recentemente apostou em identidade, em elenco equilibrado e em soluções mais coletivas e ja errou feio com.
🔹 Everaldo – cerca de R$ 1,2 milhão
Contratado para ser opção de gol, terminou a temporada com desempenho discreto e muitas críticas por falta de efetividade. Terra
🔹 Yeferson Soteldo – aproximadamente R$ 44 milhões
Uma das contratações mais caras da história do clube que pouco rendeu em campo, com poucas oportunidades e atuações abaixo do esperado. Fluminense News+1
🔹 Igor Rabello – custo zero
Apesar de nome de peso, teve participação limitada e foi citado entre as piores contratações em enquetes da imprensa tricolor. Fluminense News
🔹 Santi Moreno – cerca de R$ 32 milhões por 75%
Outro nome criticado pela torcida e pela mídia, também figurou na lista de contratações que decepcionaram. Fluminense News
🔹 Lavega, Lezcano, Otávio, Pitaluga – diversos
Esses reforços tiveram pouquíssima utilização ou adaptação difícil, e não conseguiram se impor no time ao longo da temporada.
Agora flerta com a tentação do nome grande. Do impacto midiático. Da contratação que gera manchete, mas pode virar peso no orçamento e no vestiário.
Dois milhões por mês por três anos não compram apenas gols, compram também a responsabilidade de manter um jogador saudável, competitivo e decisivo até o último dia do contrato. E quando isso não acontece, a conta sempre sobra para o clube… e para a torcida.
Vale a pena comprometer o futuro em troca de um passado glorioso?
Vale abrir mão de renovação, base e planejamento por um nome que já entregou tudo o que tinha para entregar?
No futebol, a história é implacável com quem confunde saudade com estratégia.
E agora a pergunta que não quer calar fica com você, tricolor:
E aí, você concorda?
Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.
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