O Flamengo avançou às semifinais do Campeonato Carioca ao vencer o Botafogo por 2 a 1, nas quartas de final, garantindo a vaga e mandando o rival para casa mais cedo e carregando a quinta derrota seguida.
Mas quem esperava um clássico quente, daqueles que justificam a história do confronto, encontrou algo bem diferente: um jogo lento, travado e com cara de fim de tarde preguiçoso.
Um clássico que parecia amistoso
Desde o início, o duelo no Nilton Santos teve ritmo baixo. Poucas chances claras, muita troca lateral e erros técnicos que transformaram o clássico em uma partida burocrática. Os dois times até tentaram competir, mas faltou intensidade, criatividade e, principalmente, inspiração.
O Flamengo saiu na frente com Lucas Paquetá, que abriu o placar e foi um dos poucos a dar alguma lucidez ao jogo.
O Botafogo chegou a reagir, mas sem pressão real, mais no empurrão do que na qualidade. No fim, o Rubro-Negro ainda ampliou e confirmou a vitória por 2 a 1, suficiente para selar a classificação.
Arquibancada vazia, clima morno
Se dentro de campo o espetáculo foi fraco, nas arquibancadas o clima acompanhou. O público não empurrou como se espera de um clássico carioca decisivo. Faltou aquela atmosfera de decisão, o barulho, o peso, parecia mais um jogo protocolar do calendário do que uma eliminatória.
E talvez não seja coincidência: os dois clubes tem compromissos importantes próximos e chegaram a poupar ou administrar elenco, o que naturalmente derruba o nível técnico e a intensidade.
Vitória que vale vaga e só
Para o Flamengo, pouco importa se o jogo foi ruim: o objetivo foi cumprido. Em mata-mata, o que fica é a classificação.
Já para o Botafogo, sobra a sensação de que faltou futebol justamente quando não podia faltar. Em um clássico sem brilho, quem teve um pouco mais de qualidade individual levou a vaga.
No fim, foi um clássico que decidiu a classificação, mas não honrou o tamanho da rivalidade. Um jogo que cumpriu a função e só. Futebol mesmo, ficou devendo.
Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.
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