Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

O clássico no Engenhão mais uma vez terminou com festa rubro-negra, o Flamengo venceu o Botafogo na noite de ontem no estádio Nilton Santos e reforçou uma realidade que já começa a incomodar os alvinegros: o domínio recente do Rubro-Negro no confronto direto.

Com autoridade, organização e aquele velho instinto de quem se acostumou a ganhar decisões e clássicos, o Flamengo controlou a partida e confirmou mais uma vitória sobre o rival carioca.

Mas o número que realmente chama atenção vai além dos três pontos.

Nos últimos 11 confrontos entre Flamengo e Botafogo, o Rubro-Negro venceu 10 vezes.

Isso mesmo, dez vitórias em onze jogos, uma sequência que escancara a diferença de momento entre os dois clubes no clássico mais desigual do Rio nos últimos tempos.

Enquanto o Flamengo segue competitivo, com elenco forte e acostumado a disputar títulos, o Botafogo mais uma vez viu o rival sair do Engenhão comemorando.

E há um detalhe simbólico nisso tudo, vencer o Botafogo dentro do próprio Engenhão sempre tem um gosto especial para a torcida rubro-negra, o estádio que deveria ser território alvinegro virou, nos últimos anos, cenário frequente de celebrações do Flamengo.

O clássico mostrou novamente aquilo que o torcedor já percebeu faz tempo, quando a bola rola entre Flamengo e Botafogo, a camisa rubro-negra pesa.

E pesa muito.

Se a história do futebol carioca é feita de rivalidade, a fase atual deixa claro que, no momento, o Flamengo escreve um capítulo de supremacia no confronto.

Resta saber até quando o Botafogo vai permitir que essa escrita continue.

Porque, no clássico carioca, perder uma vez dói.

Perder dez em onze já vira capítulo de história.


Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

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