Dizem que toda geração tem seu herói, aquele que carrega o peso da camisa, o brilho da esperança e a responsabilidade de transformar talento em título, mas e quando esse herói começa a desaparecer antes mesmo do último ato?
No caso da Seleção Brasileira, o nome ainda ecoa forte: Neymar Jr.. Ou melhor… “Mickey” segundo o parça.
“Mickey” sempre foi tratado como o protagonista, dribles, gols, marketing, polêmicas, tudo girava em torno dele, por anos, foi vendido como o símbolo máximo de uma geração que prometia devolver ao Brasil o topo do futebol mundial, mas a pergunta que começa a ganhar força é incômoda: e se o Neymar, “Mickey” não estiver na Copa do Mundo “Disney”?
Lesões frequentes, ritmo irregular, decisões questionáveis fora de campo, o tempo, que antes parecia aliado, agora joga contra, a Copa não espera ninguém e muito menos perdoa quem chega sem estar no auge. O futebol de seleções é cruel, não há espaço para nostalgia, apenas para desempenho.
A possível ausência de “Mickey” não seria apenas a falta de um jogador, seria o fim simbólico de uma era. Uma geração que cresceu esperando o momento dele talvez tenha que aceitar que esse momento nunca virá da forma como imaginavam, e talvez o mais duro não seja ficar fora, talvez seja perceber que, mesmo estando, já não decide como antes.
No fim, o roteiro pode ser outro: a Copa acontecendo, o Brasil em campo… e “Mickey” assistindo de fora, não por falta de talento, mas porque o futebol seguiu em frente.
E quando o jogo anda, ele não olha para trás.
E você, torcedor… a Disney está preparada para não receber o “Mickey”?
Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.
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