O Botafogo entrou em campo pressionado e saiu ainda mais afundado, a derrota pesada para o Athletico Paranaense escancarou um problema que já vinha sendo ignorado: o time perdeu o rumo no Campeonato Brasileiro.
Não foi apenas mais uma derrota, foi um atropelo, um time desorganizado, sem intensidade, sem reação. O Botafogo parecia assistir ao jogo de dentro do campo, enquanto o Athletico jogava com fome, velocidade e objetividade.
A defesa alvinegra virou um convite ao ataque adversário, erros de posicionamento, falhas individuais e uma fragilidade emocional que salta aos olhos. Quando o primeiro gol saiu, já se sentia que viria mais e vieram. Um atrás do outro, sem resistência.
No meio-campo, ninguém cria, ninguém marca, o time fica espaçado, previsível, lento, no ataque, a bola mal chega, e quando chega, falta confiança, falta decisão, é um Botafogo irreconhecível.
A sensação é de queda livre, o clube que já flertou com a parte de cima da tabela agora olha para baixo e o perigo é real e o Brasileirão não perdoa, quem não reage, afunda.
A pergunta que fica é simples e incômoda: até quando?
Porque futebol não espera, e o torcedor já perdeu a paciência.
Se não houver mudança imediata dentro e fora de campo o Botafogo corre sério risco de transformar um ano que prometia em mais um capítulo de frustração.
E aí fica a pergunta que ecoa em General Severiano:
O que esperar de John Textor?
O dono da SAF que já levou o Botafogo do fundo do poço até títulos gigantes como Brasileirão e Libertadores em 2024 , hoje vive o outro lado da moeda: pressão, desconfiança e cobrança pesada.
Porque o cenário atual preocupa e muito.
- Problemas financeiros dentro do grupo
- Falta de transparência admitida pelo próprio Textor
- Transfer ban da FIFA travando o clube
- Crise esportiva dentro de campo
- Torcida revoltada e sem paciência
E o pior: um modelo de gestão que mistura clubes (Botafogo, Lyon, etc.) em um mesmo “caixa”, gerando desequilíbrios perigosos .
Então, a pergunta não é mais sobre projeto.
É sobre controle.
👉 Textor ainda tem o comando da situação… ou perdeu a mão?
👉 O Botafogo é prioridade… ou virou peça de um jogo maior?
👉 Vai investir de verdade… ou continuar apagando incêndio?
Porque no futebol, o tempo é curto.
E hoje, o torcedor não quer discurso.
Quer resposta, quer time, quer reação.
Se vier investimento e organização, ainda dá pra virar a história, mas se continuar assim…
o risco não é só cair na tabela.
É cair na própria promessa que um dia fez o torcedor voltar a acreditar.
Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.
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