O Fluminense iniciou sua caminhada na Libertadores com um resultado que soa mais como frustração do que alívio. Diante do modesto Deportivo La Guaira, na Venezuela, o Tricolor ficou no 0 a 0 e a sensação que ficou foi clara: dois pontos escaparam pelas mãos.
Desde o apito inicial, o time carioca se comportou como quem acreditava que o gol sairia naturalmente, a qualquer momento. Com mais posse de bola e maior volume ofensivo, o Fluminense controlou as ações, mas sem a intensidade e a urgência que a competição exige. Faltou transformar domínio em efetividade.
As chances até apareceram. Foram oportunidades claras, principalmente com John Kennedy, além de boas chegadas construídas por Lucho Acosta. No entanto, a pontaria falhou e quando não falhou, parou nas mãos do goleiro Varela, destaque da partida.
O roteiro foi típico de quem subestima o adversário: o Fluminense jogou em ritmo morno, como se o gol fosse consequência inevitável. Não foi. Do outro lado, o La Guaira compensou suas limitações técnicas com entrega e organização, equilibrando o jogo e esfriando o ímpeto tricolor.
Nem mesmo as reclamações de possíveis pênaltis, que aconteceu, na minha opinião, ou as condições do gramado explicam o tropeço. A verdade é mais simples e incômoda: faltou atitude. O próprio elenco reconheceu uma atuação abaixo do esperado, longe do padrão que a equipe costuma apresentar.
Em uma Libertadores cada vez mais equilibrada, entrar em campo esperando que a vitória aconteça por inércia é um erro caro. O Fluminense aprendeu isso logo na estreia. E, se quiser avançar sem sustos, precisará trocar a soberba pela concentração.
Porque, na prática, o Tricolor não apenas empatou fora de casa, deixou dois pontos na Venezuela.
Por Cercado de Traíras, a voz da arquibancada.
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