A Copa Intercontinental da FIFA é a principal competição anual de clubes organizada pela FIFA, reunindo os campeões das seis confederações continentais, Europa, América do Sul, Ásia, África, Oceania e América do Norte/ Central/Caribe para decidir o clube campeão mundial de clubes.
Desde a sua reformulação em 2024, o torneio substituiu o antigo formato de Mundial de Clubes e passou a ser disputado por equipes de todos os continentes, com confrontos eliminatórios culminando em uma grande final que decide o título global.
A final da Copa Intercontinental da FIFA de 2025 foi marcada para amanhã, 17 de dezembro de 2025, no Ahmad bin Ali Stadium, em Al Rayyan, Catar.
Os finalistas
- Paris Saint-Germain (PSG), campeão da UEFA Champions League 2024-25, representante europeu e um dos clubes mais fortes da atualidade.
- Flamengo, campeão da Copa Libertadores 2025, representando a CONMEBOL após vencer a fase de play-offs conhecida como «FIFA Challenger Cup».
Esses dois gigantes do futebol mundial se enfrentaram no jogo decisivo, em uma partida que promete emoção, técnica e a consagração de um verdadeiro campeão intercontinental.
O significado da final
A final da Copa Intercontinental da FIFA vai além de um simples jogo: é a culminação de um longo caminho de clubes campeões, cada um saindo vitorioso em sua respectiva competição continental trazendo para o palco mundial o melhor do futebol de clubes.
Ser campeão intercontinental significa inscrever seu nome na história do futebol, reunindo forças de diferentes culturas futebolísticas e estilos de jogo em busca do título máximo do cenário global.
Chegou a hora de quebrar a hegemonia europeia
Desde 2012, o futebol mundial assiste a uma sequência incômoda e quase automática de títulos levantados por clubes europeus no Mundial.
Bayern, Real Madrid, Liverpool, Chelsea, Manchester City… elencos milionários, estruturas gigantescas e um favoritismo que, jogo após jogo, virou regra.
Mas futebol não é planilha de Excel, não se decide campeão apenas por orçamento, ranking ou previsões frias, decide-se em campo, no detalhe, na pressão, no peso da camisa e na capacidade de competir quando tudo parece desenhado para dar errado.
Já passou da hora de quebrar essa escrita, de lembrar ao mundo que o futebol sul-americano não vive só de memória, mas de identidade, talento e alma competitiva, a final intercontinental não é apenas um jogo é o momento de confrontar narrativas, desafiar a lógica do “inevitável” e mostrar que hegemonia também se rompe.
Toda sequência existe para ser interrompida, e toda final é o cenário perfeito para isso.
Agora é bola rolando. O resto… é história sendo escrita.
Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.
