Há coisas no futebol que passam de geração para geração. Camisa, paixão, rivalidade, sofrimento… e, de vez em quando, uma ajudinha.
E neste sábado o Fluminense resolveu fazer a boa ação da rodada.
Depois de oito jogos sem vencer, em crise, técnico demitido e Marcão assumindo interinamente, o Tricolor olhou para a tabela, viu o Palmeiras na liderança e parece ter pensado:
“Calma, meu filho. O Pai vai dar um jeito nisso.”
E deu.
O Fluminense venceu o Palmeiras por 3 a 2, de virada, no Maracanã, numa partida maluca, emocionante e decidida nos acréscimos.
O Palmeiras saiu na frente com Gustavo Gómez. Hulk empatou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Maurício colocou o Verdão novamente em vantagem e, naquele momento, parecia que o longo jejum tricolor continuaria.
Mas aí o Pai lembrou que tinha uma obrigação familiar a cumprir.
Serna empatou.
E faltava o presente.
Aos 46 minutos, Guga cruzou e Germán Cano, que ainda não havia marcado em 2026, apareceu de cabeça para fazer 3 a 2.
O Maracanã explodiu.
O Fluminense comemorou o fim do jejum.
Cano comemorou o primeiro gol do ano.
Marcão comemorou a vitória.
E, lá do outro lado da cidade e do Mundo também claro, tinha muito flamenguista comemorando junto, quem nem eu lógico.
Porque clássico é clássico, rivalidade é rivalidade, mas quando o assunto é tabela do Campeonato Brasileiro…
família é família.
O Fluminense não ganhou apenas três pontos, tirou três pontos justamente do Palmeiras e deu aquela contribuição generosa para o Flamengo na briga lá em cima.
E o melhor é que não foi uma vitória qualquer.
Foi contra o líder.
Foi de virada.
Foi nos acréscimos.
Foi com gol de Cano.
E ainda teve Jhon Arias voltando ao Maracanã agora vestindo a camisa palmeirense, tendo que ouvir os chamados de JUDAS e vendo de perto a festa do seu antigo clube.
Convenhamos: para uma rodada que começou com cara de sofrimento tricolor, terminou boa demais para os dois lados da família.
O Fluminense precisava desesperadamente vencer.
O Flamengo precisava desesperadamente que o Palmeiras perdesse.
Cada um com seus problemas.
O Pai resolveu os dois.
Agora, evidentemente, ninguém precisa exagerar nos agradecimentos.
Não precisa mandar flores.
Não precisa mandar caixa de bombom.
Não precisa fazer homenagem nas redes sociais.
Basta reconhecer.
Porque existem coisas que dinheiro nenhum compra.
E existem outras que vêm naturalmente…
De Pai pra Filho.
Obrigado, “Papai” Flu.
O Mengão agradece.
Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.
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