Quando a bola volta a rolar no Campeonato Carioca, não é só mais um campeonato que começa. É um reencontro. Um abraço antigo. Um ritual que atravessa gerações e insiste em lembrar ao Brasil que futebol também é memória, estética e provocação.
O Carioca não pede licença, ele chega com sol de verão, arquibancadas cheias de histórias e aquela sensação de que cada jogo vale mais do que três pontos, vale a zoação da semana, a resenha no botequim, o rádio ligado no volume máximo e o debate eterno sobre quem joga mais bola mesmo quando a tabela diz o contrário.
Chamam de estadual, mas o Carioca é teatro. É clássico em sequência, camisa pesada, gramado que já viu o mundo parar é o campeonato em que o resultado importa, claro, mas o jeito importa ainda mais. Aqui, ganhar feio nunca foi virtude. Aqui, o futebol precisa ter alma.
Enquanto outros campeonatos se explicam por números, o Carioca se sustenta por personagens. O ponta habilidoso, o zagueiro folclórico, o técnico pressionado desde a primeira rodada. Tudo amplificado pela rivalidade que não tira férias apenas muda de endereço.
E quando o apito inicial soa, a cidade entende: o ano começou de verdade. Porque o Campeonato Carioca é isso o mais charmoso do Brasil. Não por ser perfeito, mas por ser inconfundível. Um campeonato que não se joga apenas com os pés, mas com a lembrança de quem já viu muito e ainda assim espera sempre mais. A propósito, o Flamengo estreou no Campeonato Carioca 2026 com um jogo que misturou emoção, juventude e aquele tempero típico do futebol carioca. Atuando com time formado principalmente por jogadores da base, o Rubro-Negro encarou a Portuguesa-RJ no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e acabou empatando por 1 a 1.
Que venha a bola, que venham os clássicos. O charme voltou. ⚽✨
Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.