Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

  • Quando olhamos para os números recentes do Flamengo, uma coisa fica muito clara: o clube virou uma potência financeira que vai muito além do que acontece nas arquibancadas do Maracanã.

    Nos últimos anos, o Flamengo bateu recordes de arrecadação no futebol brasileiro. Direitos de TV, premiações da Libertadores e do Brasileiro, patrocínios milionários, marketing, sócio-torcedor e, principalmente, venda de jogadores colocaram o clube em um patamar de receitas anuais na casa dos bilhões de reais.

    Nesse contexto, a bilheteria, que sempre foi vista historicamente como uma das principais fontes de renda dos clubes, passou a ter um papel muito menor no orçamento total.

    O tamanho real da bilheteria no Flamengo

    Mesmo sendo o clube que mais arrecada com ingressos no Brasil, a receita anual com bilheteria representa algo próximo de 5 e 7 % da arrecadação total do Flamengo em um ano.

    Isso é surpreendente.

    Estamos falando de um clube que pode fazer R$ 3 milhões a R$ 5 milhões em uma única noite no Maracanã, mas que, no fechamento do balanço anual, vê esse valor virar uma fração quase simbólica perto de:

    • Cot as de TV
    • Premiações esportivas
    • Patrocínios
    • Transferências de atletas
    • Receitas comerciais e de marketing

    Ou seja: a bilheteria é relevante para o jogo, mas irrelevante para o orçamento anual.

    E é exatamente aqui que surge a discussão que quase ninguém quer fazer.

    Então por que o ingresso continua caro?

    Se o ingresso não é determinante para o caixa do clube, por que os preços seguem altos, muitas vezes afastando o torcedor comum do estádio?

    Hoje, o preço médio pago por torcedor em muitos jogos gira entre R$ 60 e R$ 90. Em clássicos ou Libertadores, pode passar disso com facilidade.

    Para uma família de quatro pessoas, ir ao Maracanã pode custar:

    • R$ 300 a R$ 500 só de ingresso
    • Fora transporte, alimentação e outros gastos

    Isso transforma o que deveria ser um programa popular em um evento caro e elitizado.

    O impacto que a redução do preço poderia ter

    Se o Flamengo decidisse reduzir o preço médio do ingresso em 20%, 30% ou até 40%, o impacto no orçamento anual seria praticamente imperceptível.

    Mas o impacto nas arquibancadas seria gigantesco:

    • Estádio mais cheio com mais frequência
    • Retorno do torcedor popular
    • Atmosfera ainda mais forte no Maracanã
    • Maior engajamento da base da torcida
    • Formação de novos torcedores (crianças e jovens que hoje não conseguem ir)

    E mais: estádio cheio gera valor de marca, gera imagem, gera pressão no adversário, gera conteúdo para patrocinadores e fortalece o produto Flamengo.

    Ou seja, o clube poderia trocar uma pequena perda financeira por ganho institucional, esportivo e social.

    O Flamengo pode se dar a esse luxo

    Poucos clubes no Brasil podem fazer essa discussão. O Flamengo pode.

    Porque hoje o Flamengo não depende do ingresso para fechar as contas.

    O clube tem musculatura financeira para enxergar o ingresso não como fonte de arrecadação, mas como:

    ferramenta de aproximação com a torcida.

    Ingresso mais barato não é prejuízo é investimento

    Reduzir o preço do ingresso não deveria ser visto como abrir mão de receita.

    Deveria ser visto como:

    • Investimento na cultura de estádio
    • Investimento na torcida
    • Investimento na identidade popular do clube
    • Investimento na experiência do torcedor

    O Flamengo nasceu popular, cresceu popular e virou gigante com o povo nas arquibancadas.

    Hoje, ironicamente, é justamente esse povo que encontra mais dificuldade para estar no estádio.

    A pergunta que fica

    Se a bilheteria pesa tão pouco no orçamento anual…

    por que ainda pesa tanto no bolso do torcedor?

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • Na noite de ontem, Flamengo voltou a protagonizar uma grande atuação pela CONMEBOL Libertadores 2026 e aplicou uma goleada por 4 a 1 sobre o Independiente Medellín-COL no Maracanã, em partida válida pela 2ª rodada do Grupo A da competição continental. 

    Desde o apito inicial, o Rubro-Negro impôs seu ritmo e mostrou porque é um dos favoritos à defesa do título da América. Jogando com muita intensidade no setor ofensivo, o time carioca abriu o placar com Lucas Paquetá, ainda no primeiro tempo, e, mesmo depois de sofrer o empate colombiano, não diminuiu o ritmo. 

    O jogo seguiu com o Flamengo no controle, e as estrelas do time responderam à altura:

    • Bruno Henrique ampliou antes do intervalo;
    • Arrascaeta marcou e deu assistência, sendo um dos destaques da partida;
    • Pedro fechou a conta nos acréscimos, sacramentando a goleada no Rio de Janeiro. 

    O tento de honra dos visitantes saiu com Yony González, que aproveitou um erro momentâneo da defesa rubro-negra ainda no primeiro tempo. 

    Com o resultado, o Flamengo manteve 100% de aproveitamento na fase de grupos da Libertadores e chegou aos seis pontos, assumindo a liderança isolada do Grupo A à frente inclusive do Estudiantes, que também havia vencido na rodada. 

    A vitória não só reforça a confiança do time sob o comando de Leonardo Jardim, como também coloca o clube em posição favorável na busca pela classificação antecipada às oitavas de final e, quem sabe, terminar a fase de grupos em primeiro lugar um objetivo importante para um campeão em busca de repetir o sucesso continental. 

    Agora, o Flamengo segue sua jornada na Libertadores com moral elevado e volta suas atenções também para o Campeonato Brasileiro, onde busca manter o bom desempenho. 

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada

  • O clássico mais charmoso do futebol brasileiro voltou a incendiar o Flamengo e o Fluminense no palco sagrado do Maracanã. Em um jogo intenso, nervoso e cheio de emoção, o Rubro-Negro venceu por 2 a 1 e deu um passo importantíssimo na corrida pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro Série A.

    ⚽ Pedro decide mais uma vez

    Se clássico é jogo para ídolo aparecer, Pedro fez exatamente isso. O camisa 9 foi decisivo, marcou os dois gols da vitória e mostrou, mais uma vez, por que é um dos atacantes mais letais do país.

    O primeiro gol saiu cedo, dando tranquilidade ao time e incendiando a torcida nas arquibancadas. O segundo veio no início do segundo tempo, em momento crucial, quando o Fluminense tentava crescer na partida. Oportunismo e frieza: a assinatura clássica de Pedro.

    🧠 Flamengo maduro, competitivo e eficiente

    Mais do que os gols, a vitória mostrou um Flamengo maduro taticamente. O time soube controlar o ritmo do jogo, alternou momentos de pressão com posse de bola inteligente e, quando precisou sofrer, soube se defender.

    Mesmo após o Fluminense diminuir o placar e pressionar nos minutos finais, o Rubro-Negro não se desorganizou. Demonstrou postura de equipe que sabe exatamente o que quer no campeonato.

    📈 Colado na liderança

    Os três pontos no clássico têm um peso enorme. Além da moral elevada por vencer o rival, o resultado coloca o Flamengo colado na liderança do Brasileirão, consolidando o time como um dos grandes favoritos nesta temporada.

    Clássicos costumam mudar rumos de campeonato e este Fla-Flu pode ser lembrado lá na frente como um jogo-chave na caminhada rubro-negra.

    ❤️ A festa da Nação no Maracanã

    A atmosfera no Maracanã foi um espetáculo à parte. A Nação empurrou o time do início ao fim, transformando o estádio em um verdadeiro caldeirão. Em noites assim, o Flamengo parece jogar com um jogador a mais.


    Vitória em clássico não é apenas três pontos. É afirmação, confiança e mensagem para os adversários.
    E a mensagem que o Flamengo deixou foi clara: vai brigar pelo título até o fim.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • No último sábado (11), o Vasco voltou a deixar escapar uma vitória fora de casa. Pelo Campeonato Brasileiro 2026, a equipe carioca enfrentou o Clube do Remo no Mangueirão, em Belém (PA), e ficou no empate por 1 a 1 com gol de Andrés Gómez, após dominar parte do jogo, mas voltou a sofrer nos minutos finais e ceder o empate aos donos da casa. 

    O jogo começou atrasado por conta de uma forte chuva que castigou o gramado e adiou o início em cerca de 30 minutos, mas isso não impediu um duelo movimentado entre as duas equipes. O Cruz-Maltino abriu o marcador no começo da segunda etapa, e dominou boa parte das ações, porém não conseguiu manter a vantagem e viu o Remo buscar o empate já nos instantes finais


    💭 Um padrão preocupante fora do Rio

    Mais do que um empate isolado, o resultado em Belém reforça uma dificuldade que vem se repetindo para o Vasco como visitante no Brasileirão: mesmo quando sai na frente no placar, o time tem encontrado dificuldades em fechar as partidas e conquistar os três pontos longe de São Januário. 

    Pelo que se observa nesta edição da Série A, o Vasco ainda não venceu nenhuma partida disputada fora do Rio de Janeiro, um número que pesa na campanha e afeta a confiança do elenco em jogos fora de casa. 


    😕 Repercussão no vestiário vascaíno

    Após o empate no Mangueirão, jogadores como o volante Thiago Mendes lamentaram o resultado, destacando que a equipe criou chances importantes e deveria ter sido mais eficaz. Nas palavras dele, “o adversário não tem dó”, em um recado claro sobre a necessidade de aproveitar melhor as oportunidades e manter a atenção até o apito final. 

    Essa dificuldade em “matar” o jogo e segurar o resultado tem sido um ponto de alerta no time comandado por Renato Gaúcho, que ainda busca ritmo e consistência para subir na tabela. 


    📊 O que esperar agora?

    Com o empate, o Vasco soma mais um ponto fora de casa e segue longe das primeiras colocações, mantendo a necessidade de vencer como visitante para se recuperar no Brasileirão. A equipe agora volta a atuar no Rio, tanto pelo Brasileirão quanto pela Copa Sul-Americana, tentando unir resultados e exibir o futebol que a torcida espera. 

    Essa sequência de jogos e a busca por triunfos longe do Rio certamente serão cruciais para o resto da temporada, seja para alcançar objetivos no nacional ou reencontrar uma identidade mais sólida quando jogando fora do seu estádio.

    📊 Desempenho do Vasco como visitante no Brasileirão 2026

    Segundo os dados mais recentes da temporada até agora no Brasileirão, o Vasco apresenta um desempenho preocupante quando joga longe de casa:

    🧮 Estatísticas gerais como visitante

    🔹 Vitórias fora de casa: 0
    🔹 Empates fora de casa: vários, incluindo o empate por 1×1 com o Remo, no Mangueirão
    🔹 Derrotas fora de casa: algumas, com adversários como Mirassol e Coritiba (em partidas anteriores) 

    ➡️ No agregado da temporada o Vasco ainda não venceu fora do Rio de Janeiro na Série A, tendo 0% de vitórias no critério “away”. 

    📌 Percentual de vitória como visitante: 0%
    📌 Média de pontos fora de casa: cerca de 0,6 por jogo (muito abaixo do que se espera para um time de meio de tabela) 


    ⚽️ Gols e produção fora de casa

    📍 Gols marcados como visitante: cerca de 1,25 por jogo
    📍 Gols sofridos como visitante: cerca de 2 por jogo

    Esses números mostram que:

    • O Vasco tem capacidade de criar chances e marcar mas ainda sofre muitos gols longe de São Januário.
    • A média de gols sofridos fora de casa é superior à média de gols feitos, o que dificulta a conquista de vitórias. 

    📉 Contexto e padrões observados

    🔸 O clube abriu o placar em seis jogos no Brasileirão, mas não conseguiu vencer nenhum deles, escorregando e cedendo pontos mesmo quando sai na frente. 

    🔸 A sequência de jogos sem vitória fora inclui empates e também derrotas, o que deixa o Vasco com um aproveitamento fraco fora do Rio e dificulta a escalada na tabela. 


    🧠 O que esses números dizem?

    👉 Mesmo com um elenco que tem chances e boa posse de bola em muitos jogos, a equipe ainda não converte essa produção em resultados concretos como visitante.
    👉 O Vasco precisa melhorar a eficácia defensiva fora de casa e também aprender a sustentar vantagem para conquistar sua primeira vitória longe de São Januário.


    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • A mudança de data do clássico entre Flamengo e Fluminense, que saiu do sábado à noite para o domingo no fim da tarde, parecia, à primeira vista, apenas um ajuste de calendário por causa do retorno do Rubro-Negro da Libertadores.

    Justificativa logística, pedido atendido, comunicado oficial. Tudo dentro do roteiro.

    O problema é que, na prática, a história foi bem diferente para quem está do lado de fora da sala com ar-condicionado.

    Torcedores dos dois lados já tinham se programado para o sábado. E quando a gente fala de Fla-Flu, não estamos falando só de quem mora no Rio. Estamos falando de gente que vem de várias partes do Brasil, que compra passagem aérea, reserva hospedagem, organiza a viagem com antecedência para viver o clássico no Maracanã. Muita gente simplesmente não conseguiu remarcar tudo. Teve prejuízo. Teve frustração. Teve revolta.

    E isso não foi só do lado tricolor, não. Flamenguista também reclamou, e muito.

    A mudança em cima da hora pegou todo mundo no contrapé.

    Só que no meio dessa confusão apareceu um detalhe que deixou a discussão ainda mais interessante.

    No mesmo fim de semana, Palmeiras x Corinthians está na grade de transmissão de uma emissora rival da Globo, que historicamente tem no Flamengo um dos seus maiores puxadores de audiência nacional.

    E, coincidência ou não, o Fla-Flu sai do sábado e vai parar exatamente em outro dia e horário estratégico, longe do choque direto com o clássico paulista na TV.

    Aí a conversa deixa de ser só logística.

    Passa a ser sobre audiência. Sobre grade. Sobre bastidor. Sobre força política. Sobre quem pode mais dentro do futebol brasileiro.

    Porque a pergunta que ficou rodando nas redes, nos grupos de WhatsApp e nas rodas de conversa não é se o Flamengo precisava descansar mais.

    A pergunta é outra.

    Será que foi só uma questão de calendário…
    ou o Flamengo tem tanta moral assim que consegue mexer nas peças do tabuleiro nacional?

    Entre justificativas oficiais e coincidências curiosas na grade de transmissão do fim de semana, o clássico ganhou um tempero que vai muito além das quatro linhas.

    E aí fica aquela dúvida que ninguém responde oficialmente, mas todo mundo comenta:

    foi só logística… ou tem muito mais coisa por trás disso?

    Por Cercado de Traíras, a voz da arquibancada.

  • Na noite de quinta-feira (9 de abril de 2026), o Botafogo deu início à sua campanha na Copa Sul-Americana diante da torcida no Estádio Nilton Santos, mas não conseguiu a vitória esperada: terminou com um empate por 1 a 1 contra o Caracas FC, da Venezuela. 

    O encontro marcou também a estreia do técnico português Franclim Carvalho no comando do time alvinegro, um início de trabalho com sinais mistos e bastante a ser ajustado. 

    ⚽️ Como foi o jogo

    O Botafogo dominou a posse de bola durante a maior parte da partida, pressionando e tentando furar o bloqueio venezuelano, que compensou sua inferioridade técnica com uma postura organizada e eficiente no contra-ataque. 

    Aos 42 minutos do primeiro tempo, o Caracas surpreendeu e abriu o placar com Wilfred Correa, aproveitando uma jogada de bola parada e um rebote dentro da área. 

    No início da etapa final, o Glorioso teve reação imediata: logo aos 4 minutos do segundo tempoArthur Cabral recebeu passe e empurrou para o fundo das redes, empatando o confronto e dando um sopro de esperança ao público presente. 

    Apesar de manter o domínio territorial e pressionar em busca da virada, o time carioca não conseguiu transformar o volume de jogo em chances claras suficientes para vencer e ficou no empate. 

    🧠 Destaques individuais

    Segundo as avaliações do GE, nomes como Danilo e Arthur Cabral foram dos poucos que se destacaram entre os jogadores alvinegros, com atuações que ajudaram o time a igualar o jogo, enquanto outros tiveram dificuldade de criar e sustentar jogadas ofensivas consistentes. 

    📊 Público, renda e clima no Nilton Santos

    O jogo registrou:

    • 📍 Público pagante: 10.241 torcedores
    • 👥 Público total presente: 11.931 pessoas
    • 💰 Renda bruta: R$ 248.107,00 

    Esses números refletem um comparecimento modesto para uma estreia continental em casa e, ao final da partida, parte da torcida deixou o estádio visivelmente insatisfeita, com vaias demonstrando a frustração pela atuação e pelo resultado aquém do esperado. 

    📌 O que isso significa

    Para o Botafogo, o empate é um resultado que deixa a classificação em aberto já na 1ª rodada do Grupo E, com margem de erro reduzida em uma chave onde pontuar fora de casa pode fazer diferença mais à frente na competição. A estreia de Franclim trouxe algumas respostas táticas, mas também reforçou a necessidade de ajustes, sobretudo no setor ofensivo e na finalização. 

    A torcida agora espera que o time traduza a posse de bola em gols e resultados já nas próximas rodadas, se quiser brigar firme pela qualificação às fases de mata-mata da Sul-Americana.

    No fim das contas, a noite que tinha clima de empolgação terminou com sensação de oportunidade perdida para o Botafogo na Copa Sul-Americana. O empate em casa não compromete a campanha logo na largada, mas deixa claro que a equipe ainda precisa evoluir para transformar volume de jogo em resultado prático.

    A caminhada continental está só começando, mas a margem de erro em competições assim é pequena. Para o torcedor, fica a expectativa de que os ajustes venham rápido, porque, na Sul-Americana, cada ponto faz diferença lá na frente.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • Flamengo começou sua caminhada na Copa Libertadores da América com uma atuação madura, consciente e, acima de tudo, eficiente. Jogando fora de casa, na temida altitude de Cusco, o Rubro-Negro mostrou controle emocional e tático para vencer o Cusco por 2 × 0 no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, a mais de 3.300 metros acima do nível do mar.

    Inteligência para jogar na altitude

    Desde os primeiros minutos, ficou claro que o Flamengo não entraria em uma correria desnecessária. A equipe soube cadenciar o jogo, valorizar a posse de bola e, principalmente, escolher os momentos certos para acelerar. Em um cenário onde o desgaste físico costuma ser o maior adversário, o time priorizou a organização.

    A postura foi de quem entende o contexto da partida: linhas compactas, marcação ajustada e paciência para construir as jogadas. O time peruano tentou usar o fator casa, mas encontrou um Flamengo muito bem posicionado defensivamente.

    Eficiência no momento certo

    Os gols saíram no segundo tempo, quando o desgaste do adversário já era visível:

    • Bruno Henrique abriu o placar após jogada bem trabalhada pela direita e cruzamento preciso na área;
    • De Arrascaeta deu números finais à partida, aproveitando o espaço deixado pela defesa e garantindo tranquilidade nos minutos finais.

    Mais do que os gols, chamou atenção a segurança da equipe. O Flamengo praticamente não sofreu riscos reais durante a partida.

    Vitória que vale mais do que três pontos

    Ganhar fora de casa na Libertadores já é importante. Ganhar na altitude é ainda mais simbólico. A estreia mostra um time experiente, consciente do que precisa fazer em cada cenário e preparado para os desafios do torneio continental.

    O Flamengo não apenas venceu, ele mostrou que sabe como jogar a Libertadores.

    E isso, para quem sonha alto na competição, diz muito.

    Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada

  • O Fluminense iniciou sua caminhada na Libertadores com um resultado que soa mais como frustração do que alívio. Diante do modesto Deportivo La Guaira, na Venezuela, o Tricolor ficou no 0 a 0 e a sensação que ficou foi clara: dois pontos escaparam pelas mãos.

    Desde o apito inicial, o time carioca se comportou como quem acreditava que o gol sairia naturalmente, a qualquer momento. Com mais posse de bola e maior volume ofensivo, o Fluminense controlou as ações, mas sem a intensidade e a urgência que a competição exige. Faltou transformar domínio em efetividade.

    As chances até apareceram. Foram oportunidades claras, principalmente com John Kennedy, além de boas chegadas construídas por Lucho Acosta. No entanto, a pontaria falhou e quando não falhou, parou nas mãos do goleiro Varela, destaque da partida.

    O roteiro foi típico de quem subestima o adversário: o Fluminense jogou em ritmo morno, como se o gol fosse consequência inevitável. Não foi. Do outro lado, o La Guaira compensou suas limitações técnicas com entrega e organização, equilibrando o jogo e esfriando o ímpeto tricolor.

    Nem mesmo as reclamações de possíveis pênaltis, que aconteceu, na minha opinião, ou as condições do gramado explicam o tropeço. A verdade é mais simples e incômoda: faltou atitude. O próprio elenco reconheceu uma atuação abaixo do esperado, longe do padrão que a equipe costuma apresentar.

    Em uma Libertadores cada vez mais equilibrada, entrar em campo esperando que a vitória aconteça por inércia é um erro caro. O Fluminense aprendeu isso logo na estreia. E, se quiser avançar sem sustos, precisará trocar a soberba pela concentração.

    Porque, na prática, o Tricolor não apenas empatou fora de casa, deixou dois pontos na Venezuela.

    Por Cercado de Traíras, a voz da arquibancada.

  • O Fluminense deu uma resposta forte dentro de campo e confirmou o bom momento ao vencer o Corinthians no Maracanã, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, segundo informações do Globo Esporte, o Tricolor dominou o confronto do início ao fim, com autoridade e futebol envolvente, garantindo três pontos fundamentais na briga pelas primeiras posições.

    Desde os primeiros minutos, o Fluminense mostrou que não estava disposto a dar espaço, com posse de bola, intensidade e movimentação ofensiva, a equipe empurrou o Corinthians para o campo de defesa, a pressão logo se transformou em gols, refletindo a superioridade tricolor dentro das quatro linhas.

    O meio-campo funcionou como o cérebro da equipe, ditando o ritmo e encontrando espaços na defesa adversária, já no ataque, a eficiência foi o grande destaque: poucas chances desperdiçadas e muita objetividade na hora de finalizar, do outro lado, o Corinthians teve dificuldades para reagir, encontrando pouca criatividade e sendo neutralizado durante praticamente toda a partida.

    A vitória não só reforça o bom momento do Fluminense, como também coloca o clube na vice-liderança do Brasileirão, mostrando que o time chega forte na disputa pelo título, mais do que o resultado, a atuação enche o torcedor de confiança para a sequência da temporada.

    Se mantiver esse nível de desempenho, o Tricolor das Laranjeiras se credencia como um dos principais candidatos ao topo da tabela, e fica a pergunta: quem vai conseguir parar esse Fluzão?

    ⚠️ Sinal de alerta para alguns gigantes

    Se tem time sorrindo, tem time preocupado, o Corinthians, por exemplo, voltou a mostrar fragilidade, pouco criou, sofreu defensivamente e parece longe de engrenar.

    Já o São Paulo ficou no empate e segue naquele ritmo de “quase”, enquanto o Vasco somou um ponto fora, mas ainda sem convencer totalmente.


    📊 O que essa rodada muda?

    • A briga pelo topo ficou ainda mais apertada
    • Times que estavam “correndo por fora” começam a incomodar
    • Quem vacila, despenca rápido

    O Brasileirão começa a tomar forma e como sempre, não perdoa ninguém.


    🧠 E agora?

    A sensação é clara: não existe favorito absoluto, cada rodada é uma nova história, e quem conseguir manter regularidade vai abrir vantagem.

    E aí fica a pergunta:

    👉 Seu time está pronto para brigar lá em cima ou vai ficar pelo caminho?

    ⚽ Resultados da rodada

    • Botafogo 3 x 2 Mirassol
    • Internacional 1 x 1 São Paulo
    • Cruzeiro 3 x 0 Vitória
    • Bahia 3 x 0 Athletico-PR
    • Coritiba 1 x 1 Vasco da Gama
    • Fluminense 3 x 1 Corinthians

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O Botafogo entrou em campo pressionado e saiu ainda mais afundado, a derrota pesada para o Athletico Paranaense escancarou um problema que já vinha sendo ignorado: o time perdeu o rumo no Campeonato Brasileiro.

    Não foi apenas mais uma derrota, foi um atropelo, um time desorganizado, sem intensidade, sem reação. O Botafogo parecia assistir ao jogo de dentro do campo, enquanto o Athletico jogava com fome, velocidade e objetividade.

    A defesa alvinegra virou um convite ao ataque adversário, erros de posicionamento, falhas individuais e uma fragilidade emocional que salta aos olhos. Quando o primeiro gol saiu, já se sentia que viria mais e vieram. Um atrás do outro, sem resistência.

    No meio-campo, ninguém cria, ninguém marca, o time fica espaçado, previsível, lento, no ataque, a bola mal chega, e quando chega, falta confiança, falta decisão, é um Botafogo irreconhecível.

    A sensação é de queda livre, o clube que já flertou com a parte de cima da tabela agora olha para baixo e o perigo é real e o Brasileirão não perdoa, quem não reage, afunda.

    A pergunta que fica é simples e incômoda: até quando?

    Porque futebol não espera, e o torcedor já perdeu a paciência.

    Se não houver mudança imediata dentro e fora de campo o Botafogo corre sério risco de transformar um ano que prometia em mais um capítulo de frustração.

    E aí fica a pergunta que ecoa em General Severiano:

    O que esperar de John Textor?

    O dono da SAF que já levou o Botafogo do fundo do poço até títulos gigantes como Brasileirão e Libertadores em 2024 , hoje vive o outro lado da moeda: pressão, desconfiança e cobrança pesada.

    Porque o cenário atual preocupa e muito.

    • Problemas financeiros dentro do grupo
    • Falta de transparência admitida pelo próprio Textor 
    • Transfer ban da FIFA travando o clube 
    • Crise esportiva dentro de campo
    • Torcida revoltada e sem paciência

    E o pior: um modelo de gestão que mistura clubes (Botafogo, Lyon, etc.) em um mesmo “caixa”, gerando desequilíbrios perigosos .

    Então, a pergunta não é mais sobre projeto.

    É sobre controle.

    👉 Textor ainda tem o comando da situação… ou perdeu a mão?

    👉 O Botafogo é prioridade… ou virou peça de um jogo maior?

    👉 Vai investir de verdade… ou continuar apagando incêndio?

    Porque no futebol, o tempo é curto.

    E hoje, o torcedor não quer discurso.
    Quer resposta, quer time, quer reação.

    Se vier investimento e organização, ainda dá pra virar a história, mas se continuar assim…

    o risco não é só cair na tabela.

    É cair na própria promessa que um dia fez o torcedor voltar a acreditar.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.