Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

  • A Copa do Brasil entrou de vez em sua fase mais emocionante. A CBF realizou nesta terça-feira o sorteio das oitavas de final e definiu os duelos que prometem movimentar o futebol brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo de 2026. 

    Com grandes clubes ainda vivos na competição, o sorteio trouxe clássicos regionais, confrontos equilibrados e partidas que já têm clima de decisão antecipada.

    Confira os confrontos das oitavas de final

    • Vasco da Gama x Fluminense
    • Internacional x Corinthians
    • Mirassol x Grêmio
    • Athletico Paranaense x Vitória
    • Atlético Mineiro x Juventude
    • Santos x Remo
    • Chapecoense x Cruzeiro
    • Palmeiras x Fortaleza

    Clássico carioca é o destaque do sorteio

    O grande destaque ficou para o duelo entre Vasco e Fluminense. O clássico carioca promete estádios lotados e enorme repercussão nacional, já que os dois clubes vivem momentos importantes na temporada. 

    Outro confronto que chama atenção é Internacional x Corinthians, reeditando decisões históricas e colocando frente a frente duas das camisas mais pesadas do futebol brasileiro.

    Já Palmeiras x Fortaleza aparece como um dos confrontos mais equilibrados da fase, reunindo duas equipes organizadas e competitivas.

    Datas dos jogos

    As partidas das oitavas serão disputadas após a Copa do Mundo de 2026. Os jogos de ida estão previstos para os dias 1º e 2 de agosto, enquanto os confrontos de volta acontecerão nos dias 5 e 6 do mesmo mês. 

    Premiação milionária aumenta pressão

    Além da tradição e da busca pelo título, a competição segue distribuindo uma premiação milionária. Os clubes classificados para as quartas de final receberão cerca de R$ 4 milhões, enquanto o campeão poderá faturar até R$ 78 milhões. 

    Expectativa para a próxima fase

    A tendência é de jogos extremamente disputados. Com gigantes do futebol nacional ainda vivos, as oitavas da Copa do Brasil 2026 prometem fortes emoções, rivalidade e muita pressão dentro de campo.

    Agora, resta ao torcedor fazer suas apostas: quem vai avançar para as quartas de final?

    Por Cercado de Trairas FC, a voz da arquibancada.

  • O Red Bull Bragantino deu um verdadeiro baile no Vasco dentro de São Januário e venceu por 3 a 0 pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com uma atuação dominante do início ao fim, o Massa Bruta controlou a partida, criou as melhores chances e ainda saiu com a sensação de que o placar poderia ter sido ainda maior.

    Mesmo jogando fora de casa, o time comandado por Vagner Mancini mostrou personalidade e intensidade. Apostando em velocidade pelos lados e pressão na saída de bola do Vasco, o Bragantino tomou conta do jogo ainda no primeiro tempo. O Vasco teve dificuldades para reagir e pouco conseguiu produzir ofensivamente diante da forte marcação paulista.

    O primeiro gol saiu ainda na etapa inicial, após uma jogada rápida do ataque do Bragantino, que aproveitou os espaços deixados pela defesa vascaína. Apesar da desvantagem mínima, o Vasco não conseguiu se encontrar em campo e foi para o intervalo pressionado pela torcida em São Januário.

    Na volta para o segundo tempo, o Bragantino manteve o ritmo forte e ampliou a vantagem logo nos minutos iniciais da etapa final. O Vasco tentou reagir, mas encontrou dificuldades para criar chances claras e ainda viu o Massa Bruta aproveitar os contra-ataques para marcar o terceiro gol e transformar a vitória em goleada.

    A atuação da equipe paulista chamou atenção pela intensidade e pela organização tática. Mesmo fora de casa, o Bragantino dominou a posse de bola em vários momentos e neutralizou completamente o setor ofensivo vascaíno.

    Do lado do Vasco, a derrota aumentou ainda mais a pressão sobre o técnico Renato Gaúcho. Durante a partida, a torcida demonstrou irritação com o desempenho da equipe e protestou em diversos momentos nas arquibancadas.

    Após o apito final, jogadores do Vasco reconheceram a atuação ruim da equipe. O volante Thiago Mendes afirmou que o resultado “poderia ter sido maior”, resumindo a superioridade do Bragantino na partida.

    Com o resultado, o Massa Bruta segue firme na parte de cima da tabela do Brasileirão, enquanto o Vasco deixa São Januário pressionado e cercado por críticas após mais uma atuação decepcionante diante de sua torcida.

    Para finalizar, o técnico Renato Gaucho não apareceu para a coletiva o que criar uma expectativa de pedido de demissão, que não se conformou.

    Por Cercado de traíras FC, a voz da arquibancada.

  • A noite que começou com clima de decisão no Maracanã terminou em frustração para o torcedor do Flamengo. A derrota por 3 a 0 para o Palmeiras neste sábado teve um ponto de virada muito claro: a expulsão de Carrascal ainda no primeiro tempo.

    Até os 20 minutos, o Flamengo tentava equilibrar a partida e buscava controlar a posse de bola diante de um Palmeiras agressivo, mas organizado. O cenário mudou completamente quando Carrascal levantou demais o pé em uma dividida com Murilo e recebeu cartão vermelho direto após análise da arbitragem. 

    A expulsão desmontou o plano rubro-negro. Com um jogador a menos, o time perdeu intensidade no meio-campo, passou a oferecer espaços e viu o adversário crescer emocionalmente dentro da partida. O Palmeiras aproveitou a superioridade numérica para dominar as ações e transformar o duelo em um ataque contra defesa.

    O técnico Leonardo Jardim criticou duramente a decisão da arbitragem após o jogo e afirmou que o lance “condicionou o jogo”. Segundo ele, a expulsão alterou totalmente a estratégia preparada para o confronto. 

    Mais do que o placar elástico, o que preocupa é a forma como o Flamengo perdeu o controle emocional e tático depois do cartão vermelho. A equipe ficou desorganizada, acumulou erros defensivos e praticamente não conseguiu reagir. O Palmeiras percebeu a fragilidade e foi cirúrgico para construir a vitória.

    Nas redes sociais, muitos torcedores apontaram a expulsão como o momento decisivo da partida. Carrascal, inclusive, publicou um pedido de desculpas após o apito final, dizendo estar de “coração partido” pela situação. 

    O resultado aumenta a pressão sobre o elenco e liga o sinal de alerta para os próximos compromissos da temporada. Em jogos grandes, detalhes mudam tudo e, desta vez, um cartão vermelho, ao meu ver, injusto, o cartão amarelo caberia muito bem, mudou completamente os rumos da partida.

    Mesmo com a derrota pesada, o momento agora é de levantar a cabeça. A temporada ainda está longe do fim, há muitos jogos importantes pela frente e o Flamengo segue vivo nas principais competições. Em um calendário tão intenso, tropeços acontecem e grandes equipes também se constroem pela capacidade de reação após noites difíceis.

    O torcedor certamente vai cobrar respostas, mas ainda há muita coisa em disputa até o final da temporada. O desafio do elenco rubro-negro agora é transformar a frustração deste resultado em combustível para reagir nos próximos compromissos.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • A grande surpresa da convocação da Inglaterra para a Copa do Mundo de 2026 foi a exclusão de três nomes muito populares e técnicos: Phil Foden, Cole Palmer e Alexander-Arnold.

    A imprensa esportiva inglesa tratou a decisão de Thomas Tuchel como “ousada”, “implacável” e até “chocante”. 

    Segundo a BBC, Tuchel decidiu priorizar “forma atual e química de grupo”, deixando de lado jogadores que tiveram temporadas irregulares. Phil Foden teve desempenho abaixo do esperado no Manchester City, enquanto Cole Palmer sofreu com lesões e instabilidade no Chelsea FC. 

    A ausência de Alexander-Arnold chamou ainda mais atenção porque ele vinha sendo um dos laterais mais talentosos da geração inglesa. Jornais como The Guardian e Sky Sports destacaram que Tuchel preferiu jogadores considerados mais sólidos defensivamente, como Djed Spence. 

    A maior surpresa positiva da lista foi o retorno de Ivan Toney, atualmente no Al-Ahli Saudi FC. Mesmo atuando na Arábia Saudita, ele marcou muitos gols na temporada e convenceu Tuchel. A imprensa inglesa chamou a convocação de “dramática” e “inesperada”. 

    Outro ponto muito comentado foi a ausência de jogadores tradicionais como Harry Maguire e Luke Shaw. Maguire chegou a dizer publicamente que ficou “chocado e arrasado” com a decisão. 

    A imprensa britânica vê essa convocação como uma tentativa de Tuchel de montar um elenco mais intenso e equilibrado taticamente, mesmo sacrificando estrelas conhecidas.

    Por Cercado de Trairas FC, a voz da Arquibancada.

  • A possível volta de Thiago Silva ao Fluminense certamente dividiria a torcida.

    De um lado, existe o peso da idolatria por tudo o que o zagueiro representa na história recente do clube, do outro, ficou uma sensação de frustração pela maneira como aconteceu sua saída, principalmente após promessas de permanência e identificação com o Tricolor.

    Segundo o GE, Thiago Silva explicou que deixou o clube por questões familiares e emocionais, afirmando que chegou até a cogitar encerrar a carreira. O zagueiro admitiu entender a revolta dos torcedores e reconheceu que “também ficaria chateado” se estivesse no lugar da arquibancada. 

    Também existe a possibilidade de Thiago Silva ter tomado essa decisão pensando no fim da carreira e em uma última oportunidade de permanecer em evidência no futebol europeu. Atuando pelo Porto, em um cenário de maior visibilidade internacional e competições continentais, ele talvez acreditasse estar mais próximo de seguir no radar da Seleção Brasileira para disputar mais uma Copa do Mundo. Afinal, o zagueiro já caminha para os 42 anos e sabe que cada temporada pode ser decisiva para prolongar sua trajetória em alto nível. Mesmo assim, para muitos torcedores do Fluminense, isso não diminui a sensação de abandono em um momento em que o clube contava com sua liderança dentro e fora de campo.

    A relação ficou ainda mais desgastada porque muitos torcedores sentiram que o time perdeu sua principal liderança justamente em um momento delicado da equipe. Após sua saída, o Fluminense precisou buscar reposições para a defesa e viveu momentos de forte pressão da torcida sobre elenco, diretoria e comissão técnica. 

    Nas redes sociais, a divisão é evidente. Parte da torcida ainda considera Thiago Silva um ídolo absoluto, lembrando sua entrega e importância. Outros não esconderam a mágoa, dizendo que ele “abandonou” o clube e a torcida em um momento decisivo. 

    No fim, a pergunta permanece: a torcida do Fluminense conseguiria deixar a mágoa de lado para receber Thiago Silva novamente? Talvez sim, porque ídolos costumam ter portas abertas nas Laranjeiras. Mas dificilmente seria uma volta unânime. Parte da arquibancada aplaudiria imediatamente; outra exigiria reconquista dentro de campo, atitude e, principalmente, identificação verdadeira com o clube.

    Por Cercado de Trairas FC, a voz da Arquibancada.

  • Tem jogador que entra em campo, e tem jogador que entra no assunto.

    A convocação de Neymar nunca é só futebol, nunca é apenas desempenho, minutagem, intensidade ou sequência de jogos. Quando o nome dele aparece na lista, o país para, os programas esportivos explodem, as redes sociais viram guerra civil e aí nasce a pergunta que muita gente evita fazer:

    Quem foi convocado? O jogador… ou o Neymídia?

    Porque o Neymar jogador, aquele do drible impossível, da arrancada, da genialidade, esse ninguém discute. O auge dele foi coisa de extraterrestre. Um talento que o futebol brasileiro produz uma vez a cada geração. O problema é que faz tempo que o debate deixou de ser apenas técnico.

    Hoje existe uma entidade paralela chamada “Neymídia”.

    O Neymídia não precisa jogar 90 minutos, não precisa estar voando fisicamente, não precisa ter sequência, basta existir, basta treinar dois dias seguidos que já aparece manchete dizendo que “o craque está de volta”. Basta tocar na bola em treino fechado que viraliza vídeo com música épica.

    Enquanto isso, outros jogadores precisam correr o dobro, jogar o triplo e provar toda semana que merecem estar ali.

    E não é perseguição ao Neymar, não, é justamente o tamanho dele que criou isso, o nome virou produto, a audiência, engajamento, patrocínio, clique, debate, dinheiro.

    A Seleção Brasileira parece, muitas vezes, refém dessa novela eterna.

    Porque quando o Neymar está fora, o assunto é Neymar, quando está machucado, o assunto é Neymar, quando volta, o assunto é Neymar, e quando joga mal… adivinha? O assunto continua sendo Neymar.

    A pergunta que fica é dura:
    a convocação foi baseada no futebol apresentado… ou no peso midiático que nenhum outro brasileiro possui hoje?

    Talvez o mais injusto nisso tudo seja com a própria Seleção, porque o Brasil deveria ser maior que qualquer personagem, maior que qualquer marca, maior que qualquer roteiro pronto para audiência.

    Só que o futebol moderno transformou camisa amarelinha em plataforma de entretenimento.

    E aí o torcedor fica dividido:
    de um lado, a esperança de ver o gênio renascer.
    Do outro, a sensação de que a discussão virou mais marketing do que bola.

    No fim, o brasileiro não quer convocação de influencer.
    Quer convocação de jogador.

    E isso vale até para o próprio Neymar.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • Goleiros

    •⁠ ⁠Alisson
    •⁠ ⁠Ederson
    •⁠ ⁠Weverton

    Defensores

    •⁠ ⁠Alex Sandro
    •⁠ ⁠Bremer
    •⁠ ⁠Danilo
    •⁠ ⁠Douglas Santos
    •⁠ ⁠Gabriel Magalhães
    •⁠ ⁠Ibañez
    •⁠ ⁠Léo Pereira
    •⁠ ⁠Marquinhos
    •⁠ ⁠Wesley

    Meio-campistas

    •⁠ ⁠Bruno Guimarães
    •⁠ ⁠Casemiro
    •⁠ ⁠Danilo
    •⁠ ⁠Fabinho
    •⁠ ⁠Lucas Paquetá

    Atacantes

    •⁠ ⁠Endrick
    •⁠ ⁠Gabriel Martinelli
    •⁠ ⁠Igor Thiago
    •⁠ ⁠Luiz Henrique
    •⁠ ⁠Matheus Cunha
    •⁠ ⁠Neymar
    •⁠ ⁠Rayan
    •⁠ ⁠Raphinha
    •⁠ ⁠Vini Jr

    Agora começa a parte que realmente importa.

    Porque convocação bonita não ganha Copa.
    Quem ganha Copa é time que suporta pancada, pressão, provocação e momento ruim.

    O Brasil já levou seleção favorita e caiu.
    Já levou seleção desacreditada e cresceu.

    No fim, a Copa sempre escolhe quem tem coragem.

    E talvez seja exatamente isso que o torcedor brasileiro esteja esperando desses 26:
    menos discurso…
    e mais espírito de campeão.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada

  • A eliminação do Flamengo na Copa do Brasil deixou um sentimento difícil de ignorar: a equipe até conseguiu criar, mas esbarrou repetidamente no mesmo problema que vem aparecendo em momentos decisivos da temporada, a falta de pontaria e de frieza nas finalizações.

    Dentro de um confronto eliminatório, onde cada chance pesa como ouro, o time pagou caro por desperdiçar oportunidades claras. Não foi exatamente uma questão de volume de jogo ou de ausência de criação. Pelo contrário: em vários momentos, o Flamengo conseguiu chegar com perigo, ocupar o campo ofensivo e pressionar o adversário. Mas faltou transformar isso em gol.

    A diferença entre seguir vivo e ser eliminado, nesse tipo de competição, costuma estar justamente aí eficiência, e quando ela não aparece, a frustração toma conta, porque a sensação é de que havia caminho para um resultado diferente.

    Falta de pontaria e decisões no último terço

    O problema não se limita apenas ao ato de finalizar, mas também às escolhas feitas no último terço do campo, em lances em que o passe poderia ser a melhor opção, a jogada terminava em chute precipitado, em outras situações, a definição saía sem o capricho necessário.

    Esse tipo de inconsistência acaba pesando ainda mais em jogos grandes, onde o adversário geralmente não perdoa. O Flamengo teve momentos em que poderia ter mudado completamente o rumo da partida, mas esbarrou em erros técnicos e tomada de decisão abaixo do ideal.

    Atuações abaixo do esperado e cobranças individuais

    Em meio ao contexto coletivo, algumas atuações individuais acabaram sendo mais criticadas pela torcida. Jogadores como Everton Cebolinha foram cobrados por não conseguirem dar a resposta esperada em momentos decisivos, especialmente no aproveitamento das chances ofensivas.

    Outro nome que entrou na discussão foi Jorge Carrascal, que ainda tenta se consolidar e mostrar regularidade, mas também teve participação limitada no impacto ofensivo que o time precisava.

    Já o jovem Wallace Yan representa um caso diferente: ainda em fase de desenvolvimento, mas já colocado sob pressão em um ambiente altamente exigente, onde a margem para erro é pequena.

    Um elenco que precisa de respostas, não apenas nomes

    A eliminação não pode ser resumida a um ou dois jogadores, nem seria justo colocar toda a responsabilidade em atletas específicos, futebol é coletivo, e eliminações em torneios de mata-mata geralmente refletem um conjunto de fatores: desempenho técnico, mental e até estratégico.

    Ainda assim, fica evidente que o Flamengo precisa encontrar mais consistência no setor ofensivo. Não basta criar é preciso concluir melhor. E isso passa tanto por ajustes táticos quanto por confiança e tomada de decisão dos jogadores.

    Conclusão

    O que fica, como reforçam as leituras do ge, é um diagnóstico relativamente claro: o Flamengo não pode se dar ao luxo de desperdiçar tantas oportunidades em jogos eliminatórios.

    A equipe tem produção, tem chegada, mas precisa urgentemente transformar isso em eficiência. Em competições como a Copa do Brasil, não há espaço para volume sem conclusão e a eliminação serve como alerta direto para a temporada.

    Agora, o desafio do clube é menos sobre criar novas explicações e mais sobre corrigir um problema recorrente: ser dominante não basta se o último toque continua falhando quando mais importa.

    Parabéns ao Vitoria pela classificação e olho em ERICK, esta em grande fase, até aqui ja marcou 8 gols e 10 assistências em 25 jogos, o cara é rodado mas esta pedindo passagem.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • Botafoguense de verdade não tem que ajoelhar para empresário, investidor ou dono de SAF como se tivesse encontrado um salvador celestial.

    John Textor não é Garrincha.
    Não é Quarentinha.
    Não é Jairzinho.
    Não é Nilton Santos.
    Não é Manga.

    John Textor não construiu a alma do Botafogo.

    A história gloriosa do clube foi escrita muito antes de cifras, promessas de modernização e discursos de gestão. Foi escrita por gênios eternos, por camisas pesadas, por ídolos que transformaram o Botafogo em um dos clubes mais respeitados do planeta.

    O botafoguense precisa lembrar que sua gratidão pertence aos pés tortos de Garrincha, aos gols de Quarentinha, à elegância de Nilton Santos, à explosão de Jairzinho.

    Não a um empresário que chegou vendendo esperança e muitas vezes entregando turbulência, pressão, vexame e uma dependência perigosa.

    Transformar Textor em mito é diminuir a própria grandeza do Botafogo.

    O clube não nasceu com SAF.
    O clube não começou em 2022.
    O Botafogo não precisa de dono para existir.

    Muito pelo contrário: quando a instituição passa a depender mais de um investidor do que de sua própria identidade, isso pode ser o começo de um apagamento histórico.

    O Botafogo sempre foi gigante por sua camisa, sua tradição e seus craques imortais.

    Torcedor alvinegro tem que reverenciar sua história, não idolatrar quem pode ser apenas passageiro.

    Porque dirigentes passam.
    Empresários passam.
    SAFs mudam.

    Mas Garrincha é eterno.
    Quarentinha é eterno.
    A verdadeira essência do Botafogo jamais deveria ser terceirizada.

    No fim, o maior risco não é perder títulos.

    É perder a memória.

    Botafogo não nasceu com John Textor e jamais deveria morrer por causa dele.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • A manhã no CT parecia comum. Sol tímido, chuteiras riscando o gramado, o som seco da bola viajando de pé em pé. Treino é isso: repetição, intensidade, competitividade. Mas, às vezes, é também o palco onde o que deveria ficar restrito ao jogo ultrapassa a linha invisível que separa disputa de descontrole.

    Foi assim que, segundo relato publicado pelo GE, um episódio envolvendo Neymar e o jovem Robinho Jr. ganhou proporções muito maiores do que um simples desentendimento de treino no Santos.

    A reportagem fala em discussão, em palavras atravessadas, em um gesto físico que teria ultrapassado o limite aceitável, algo que, em outros tempos do futebol, talvez fosse tratado como “coisa de treino”, “coisa de vestiário”, “coisa de homem”. Expressões antigas para justificar comportamentos que hoje soam não apenas ultrapassados, mas incompatíveis com o papel que o esporte ocupa na sociedade.

    Porque o futebol mudou, e os jogadores, queiram ou não, mudaram junto.

    Neymar não é apenas um atleta, é referência, é espelho, é exemplo para uma geração inteira que aprende o que é competir olhando para ele.

    Do outro lado, Robinho Jr. não é apenas um garoto da base é símbolo dessa nova safra que chega ao futebol já formada em outra lógica: a do respeito, do diálogo, da consciência de limites.

    O que antes era romantizado como “sangue quente” hoje é visto como falta de controle, o que antes se resolvia no grito agora precisa se resolver na palavra, o que antes se varria para debaixo do gramado agora ganha luz, debate, cobrança.

    E talvez esse seja o ponto mais importante de toda a história.

    Não importa apenas se houve ou não exatamente o que foi relatado, o fato de a situação causar desconforto, indignação e debate já mostra o quanto o parâmetro mudou, o futebol de hoje não aceita mais a ideia de que a hierarquia do talento permita excessos de comportamento, não aceita mais que a experiência justifique a agressividade, não aceita mais que a competitividade sirva de desculpa para a perda de respeito.

    O ídolo precisa ser maior fora do lance do que dentro dele.

    Porque no fim das contas, o que fica não é o carrinho, não é a jogada, não é o treino, o que fica é a imagem, e a imagem que o futebol quer construir hoje é a de um esporte intenso, sim mas civilizado. Disputado, sim mas respeitoso.

    Se houve um choque naquele treino, talvez o mais importante não tenha sido o contato entre dois jogadores, mas o choque entre dois tempos: o futebol de ontem e o futebol que estamos tentando construir hoje.

    E nesse futebol de hoje, esse tipo de atitude real, exagerada ou mal interpretada, simplesmente já não cabe mais.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.