A possível volta de Thiago Silva ao Fluminense certamente dividiria a torcida.
De um lado, existe o peso da idolatria por tudo o que o zagueiro representa na história recente do clube, do outro, ficou uma sensação de frustração pela maneira como aconteceu sua saída, principalmente após promessas de permanência e identificação com o Tricolor.
Segundo o GE, Thiago Silva explicou que deixou o clube por questões familiares e emocionais, afirmando que chegou até a cogitar encerrar a carreira. O zagueiro admitiu entender a revolta dos torcedores e reconheceu que “também ficaria chateado” se estivesse no lugar da arquibancada.
Também existe a possibilidade de Thiago Silva ter tomado essa decisão pensando no fim da carreira e em uma última oportunidade de permanecer em evidência no futebol europeu. Atuando pelo Porto, em um cenário de maior visibilidade internacional e competições continentais, ele talvez acreditasse estar mais próximo de seguir no radar da Seleção Brasileira para disputar mais uma Copa do Mundo. Afinal, o zagueiro já caminha para os 42 anos e sabe que cada temporada pode ser decisiva para prolongar sua trajetória em alto nível. Mesmo assim, para muitos torcedores do Fluminense, isso não diminui a sensação de abandono em um momento em que o clube contava com sua liderança dentro e fora de campo.
A relação ficou ainda mais desgastada porque muitos torcedores sentiram que o time perdeu sua principal liderança justamente em um momento delicado da equipe. Após sua saída, o Fluminense precisou buscar reposições para a defesa e viveu momentos de forte pressão da torcida sobre elenco, diretoria e comissão técnica.
Nas redes sociais, a divisão é evidente. Parte da torcida ainda considera Thiago Silva um ídolo absoluto, lembrando sua entrega e importância. Outros não esconderam a mágoa, dizendo que ele “abandonou” o clube e a torcida em um momento decisivo.
No fim, a pergunta permanece: a torcida do Fluminense conseguiria deixar a mágoa de lado para receber Thiago Silva novamente? Talvez sim, porque ídolos costumam ter portas abertas nas Laranjeiras. Mas dificilmente seria uma volta unânime. Parte da arquibancada aplaudiria imediatamente; outra exigiria reconquista dentro de campo, atitude e, principalmente, identificação verdadeira com o clube.
Por Cercado de Trairas FC, a voz da Arquibancada.
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