Botafoguense de verdade não tem que ajoelhar para empresário, investidor ou dono de SAF como se tivesse encontrado um salvador celestial.
John Textor não é Garrincha.
Não é Quarentinha.
Não é Jairzinho.
Não é Nilton Santos.
Não é Manga.
John Textor não construiu a alma do Botafogo.
A história gloriosa do clube foi escrita muito antes de cifras, promessas de modernização e discursos de gestão. Foi escrita por gênios eternos, por camisas pesadas, por ídolos que transformaram o Botafogo em um dos clubes mais respeitados do planeta.
O botafoguense precisa lembrar que sua gratidão pertence aos pés tortos de Garrincha, aos gols de Quarentinha, à elegância de Nilton Santos, à explosão de Jairzinho.
Não a um empresário que chegou vendendo esperança e muitas vezes entregando turbulência, pressão, vexame e uma dependência perigosa.
Transformar Textor em mito é diminuir a própria grandeza do Botafogo.
O clube não nasceu com SAF.
O clube não começou em 2022.
O Botafogo não precisa de dono para existir.
Muito pelo contrário: quando a instituição passa a depender mais de um investidor do que de sua própria identidade, isso pode ser o começo de um apagamento histórico.
O Botafogo sempre foi gigante por sua camisa, sua tradição e seus craques imortais.
Torcedor alvinegro tem que reverenciar sua história, não idolatrar quem pode ser apenas passageiro.
Porque dirigentes passam.
Empresários passam.
SAFs mudam.
Mas Garrincha é eterno.
Quarentinha é eterno.
A verdadeira essência do Botafogo jamais deveria ser terceirizada.
No fim, o maior risco não é perder títulos.
É perder a memória.
Botafogo não nasceu com John Textor e jamais deveria morrer por causa dele.
Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.
Deixe um comentário