Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

  • O momento de Neymar no Santos FC deixa qualquer torcedor com uma certeza, hoje, é inequívoco que ele não tem a menor chance de voltar a ser convocado para a Seleção Brasileira.

    Primeiro, por um aspecto prático: o Neymar voltou recentemente de lesão, após ter ficado 48 dias fora dos gramados.

    A comissão técnica já fez quatro convocações seguidas sem incluir o nome dele, o que por si só evidencia que ele não está nos planos.

    Segundo, o cenário do clube agrava ainda mais a situação: o Santos vive uma forte queda de rendimento, briga contra o rebaixamento, e a visibilidade de Neymar dentro desse contexto está sendo prejudicada — inclusive, ele pode disputar a Série B em 2026 com o clube.

    Em resumo: voltar à Seleção exige forma, consistência e protagonismo — fatores que hoje claramente estão em falta.

    Terceiro, a decisão da comissão técnica do técnico Carlo Ancelotti parece priorizar atletas com ritmo, desempenho constante e que estão em destaque — critérios que Neymar não está preenchendo.

    A ausência contínua de Neymar na lista reforça essa interpretação.

    Portanto, com base no que vimos até aqui — falta de minutos, clube em crise, visibilidade em baixa e sem contar com o destempero do craque dentro de campo, Aecelotti procura opções mais consistentes para a Seleção e ai fica claro que Neymar não tem a menor chance de ser convocado enquanto mantiver esse nível de atuação.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • A 33ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A de 2025 trouxe um cenário vibrante: o Flamengo venceu, o Palmeiras tropeçou e de repente a vantagem no topo ficou mais curta — e agora a disputa pelo título está de fato mais viva.

    🔥 O momento chave

    • O Flamengo derrotou o Santos por 3×2, em jogo da 33ª rodada. ge
    • O Palmeiras foi derrotado pelo Mirassol por 2×1, o que abriu brecha para o rival encostar. ge
    • Segundo o GE, após esses resultados as chances do Flamengo de título saltaram para 39,11%, enquanto as do Palmeiras caíram para 59,65%ge

    📊 E agora? Como está a disputa

    O topo da tabela está mais quente: o Palmeiras ainda lidera, mas não com a folga de antes — o Flamengo reduziu a distância, assumindo papel de perseguidor real. Com números incluídos na análise da GE, a briga virou cara a cara.
    Se o Flamengo mantém o ritmo, a reta final do campeonato reserva “jogo de xadrez”.

    🎯 O que muda daqui para frente

    • Vitórias, saldo de gols e confronto direto ganham ainda mais peso porque a margem de vantagem do líder diminuiu.
    • O Palmeiras não pode mais vacilar: cada tropeço agora é aproveitado pelo Flamengo.
    • Para o Flamengo, o momento é de pressionar: ele está mais próximo, a torcida sente que “é agora”.
    • A disputa deixa de ser apenas “quem vai ganhar” e se torna “quem vai segurar a liderança”.

    📝 Reflexão para arquibancada

    No Maracanã, nas torcidas e nas redes sociais, o clima é de decisão. O “encostou” virou referência — e ninguém quer ficar para trás. O jogo mudou: não basta estar em primeiro, é preciso mostrar que merece manter ali até o fim.


    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O Vasco viveu uma tarde de pesadelo em São Januário. Pela 33ª rodada do Brasileirão, o time cruz-maltino foi derrotado por 3 a 1 pelo Juventude, que mostrou personalidade, eficiência e frieza para virar o jogo ainda no primeiro tempo e confirmar o resultado na etapa final.

    O time carioca começou bem: Rayan abriu o placar, empolgando a torcida que lotou o estádio. Mas a alegria durou pouco. Em questão de minutos, o Juventude virou com Marcelo Hermes e Nenê, que não perdoou o ex-clube e comemorou discretamente, respeitando o Vasco, mas deixando clara sua importância na vitória jaconera.

    No segundo tempo, o Vasco até tentou reagir, mas faltou criatividade e sobrou desorganização. A torcida perdeu a paciência com erros individuais e começou a vaiar. O castigo veio nos minutos finais, quando Ewerthon ampliou o placar e transformou a vitória em goleada moral: 3 a 1.

    Com o resultado, o Juventude respira na luta contra o rebaixamento e mostra força fora de casa, enquanto o Vasco vê sua situação complicar mais uma vez, desperdiçando pontos importantes diante da própria torcida.

    Nos bastidores, o clima é de cobrança. A torcida protestou ao final do jogo, gritando “olé” ironicamente a cada toque do adversário. A pressão sobre o técnico e os jogadores aumenta, e a reação precisa vir já na próxima rodada.

    Em contrapartida, o Juventude celebra um triunfo histórico em São Januário — e dá mais um passo na tentativa de permanência na Série A.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • Mil vezes Pep. No domingo, 9 de novembro de 2025, Pep Guardiola atinge a marca de 1.000 partidas como treinador profissional — e o cenário não poderia ser mais simbólico: Manchester City x Liverpool, duelo que virou a régua da excelência na Premier League. Para o próprio Pep, encarar o Liverpool nesta data é “o rival perfeito” para celebrar o marco.

    Ao longo de uma trajetória iniciada no Barcelona (2008), lapidada no Bayern e elevada a outro patamar no City, Guardiola chega ao milésimo jogo com mais de 700 vitórias e um aproveitamento acima de 70%, números que ajudam a explicar sua aura de técnico transformador. Em balanços publicados pela imprensa britânica, a conta chega a 715 vitórias em 999 jogos (71,57%) na véspera do clássico.

    Não são apenas os números frios: são títulos e ideias. Do tiki-taka que redefiniu o Barcelona ao City que domina territórios por meio de superioridades posicionais, sua prateleira inclui 12 títulos nacionais de liga e 3 Champions League — um currículo que o coloca, sem rodeios, na conversa dos maiores da história.

    A data chega com reconhecimento institucional: após o jogo, Guardiola será entronizado no “LMA Hall of Fame 1,000 Club”, clube da associação de técnicos da Inglaterra dedicado a quem cruza a barreira do milhar. Um selo oficial para uma carreira que já tinha o carimbo da eternidade.

    No Brasil, o momento também ganhou destaque: o ge batizou de “Mil vezes Pep Guardiola” e sublinhou a simbologia do clássico deste domingo, além de ressaltar como o Liverpool se tornou o antagonista ideal da era City. É o encontro que moldou a última década na Inglaterra — e que, não por acaso, serve de palco para o jogo número 1.000.

    Por que este marco importa

    • Consistência absurda: manter >70% de vitórias por 18 anos, em três gigantes, sob escrutínio permanente.
    • Ideias que viraram escola: da saída de três com laterais-interiores ao falso 9, seus conceitos se espalharam por seleções e clubes pelo mundo.
    • Rivalidade que elevou o nível: Klopp e o Liverpool forçaram Pep a buscar novas soluções; o jogo deste domingo é mais um capítulo dessa dialética.

    Independentemente do placar, o milésimo é menos sobre destino e mais sobre percurso: dedicação, obsessão por detalhes e uma estética de controle que moldou a maneira como vemos o jogo. Se o futebol de 2025 é mais pensado, mais posicional e mais paciente com a bola, muito passa por Guardiola.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • A reta final do Campeonato Brasileiro Série A de 2025 está pegando fogo — e, ao que tudo indica, a taça está com destino cada vez mais claro. De acordo com os cálculos do site Infobola e projeções divulgadas recentemente, o Palmeiras aparece com cerca de 74 % de probabilidade de conquistar o título, enquanto o Flamengo tem em torno de 23 % de chances.

    Por que o Palmeiras dispara?

    • O Verdão lidera a competição e depende mais de si mesmo para levantar a taça — característica que eleva significativamente suas chances.
    • A folga em relação aos concorrentes e o equilíbrio nas rodadas restantes permitem que o clube paulistano administre melhor pressão e aproveite qualquer escorregada dos rivais.
    • A matemática aponta que, com esse nível de preferência estatística, o Palmeiras está em posição de favoritismo real — não apenas simbólico.

    O cenário do Flamengo

    • O Rubro-Negro ainda está vivo na disputa, mas com probabilidades menores — cerca de 23 % conforme o prognóstico mais recente.
    • A depender de tropeços do Palmeiras e de forte sequência de vitórias, o Flamengo pode reagir — porém a margem de manobra já é mais reduzida.
    • Em competições de longa duração, como o Brasileiro, pequenas diferenças agora se ampliam para desvantagens futuras. O Flamengo sabe que cada decisão importa.

    E agora?

    A conta para o Palmeiras é simples: manter o padrão, evitar surpresas, e aproveitar que os números estão a favor. Já o Flamengo precisa elevar ao máximo o rendimento, buscar resultados importantes e torcer para um vacilo alviverde.
    Se a matemática estiver correta, o título está mais perto de São Paulo do que do Rio. Mas no futebol — como sabemos — estatística não é destino. Há vida, emoção e capítulos finais para escrever.

    A torcida, os especialistas e os números convergem para uma conclusão: Palmeiras favorito, Flamengo persistente.Vamos ver como será o desfecho.


    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • Na 32ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, o Fluminense venceu o Mirassol por 1 a 0 no estádio Maracanã, mantendo vivo o sonho de classificação direta à Libertadores.


    Momento-decisivo e desempenho da equipe

    O triunfo veio em uma partida tensa: o adversário fez valer sua posição na tabela e o Fluminense precisou lidar com falta de pontaria no ataque para garantir os três pontos.
    Com esse resultado, o Fluminense chegou a 50 pontos, ficando apenas dois pontos atrás da zona de classificação direta à Libertadores.


    Reflexos para o restante da temporada

    Essa vitória representa mais que três pontos: dá renovado fôlego para o Tricolor na reta final, exige correções no setor ofensivo (já que o ataque ainda não deslanchou) e reforça que o Maracanã segue sendo um trunfo. O técnico Martín Zubeldía, conforme a própria análise, sabe que a busca por “melhor trio de atacantes” ainda está em curso.


    Para o blog

    Você pode acrescentar também:

    • quem fez o gol e em que minuto (caso queira buscar esse dado detalhado)
    • estatísticas do jogo (finalizações, posse de bola, etc)
    • tendência de classificação: com 50 pontos, como ficou o cenário para o G-7 ou para Libertadores direto? (com base nas contas da GE)
    • imagem/vídeo de gol ou da torcida no Maracanã para ilustrar.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • Na 32ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, o Botafogo venceu o Vasco por 3 a 0, em pleno Estádio Nilton Santos, confirmando um desempenho dominante

    O jogo

    • A partida iniciou às 19h30 (horário de Brasília) com os donos da casa assumindo logo o controle do jogo.
    • O primeiro gol saiu aos 46 minutos do 1º tempo, numa cobrança de pênalti convertida por Alex Telles.
    • No segundo tempo, aos 26 minutos, o Botafogo ampliou com Artur.
    • E aos 31 minutos do 2º tempo, David Ricardo fechou o placar em 3-0.

    Destaques individuais e escalação

    • O técnico do Botafogo, Davide Ancelotti, escalou um meio-campo ofensivo com Savarino, Joaquin Correa e Santiago Rodríguez, o que foi destacado pela boa atuação coletiva.
    • Destaques do Botafogo: Marlon Freitas, Correa e o próprio treinador receberam as melhores notas do time.
    • No Vasco, as atuações consideradas abaixo da média: por exemplo, o técnico Fernando Diniz assumiu a responsabilidade pela derrota: “placar refletiu o que foi o jogo… sou o grande responsável”.

    O que o resultado significa

    • Vitória em casa por goleada dá ao Botafogo uma injeção de confiança na reta final do Campeonato Brasileiro.
    • Para o Vasco, o revés evidencia falhas estruturais: a defesa sofreu, o meio-cam­po não conseguiu reagir e a distância para os lugares de classificação se alargou.
    • Moral elevado para o Botafogo, que poderá usar essa atuação como plataforma para buscar ainda mais resultados positivos. O Vasco, por sua vez, terá que se recompor rapidamente se quiser manter vivas as ambições de chegar a Libertadores.

    Pontos para evidenciar

    Pontos fortes do Botafogo:

    • Eficiência nos momentos decisivos: aproveitaram o pênalti, mataram o jogo no segundo tempo.
    • Equipe bem encaixada taticamente, com boa associação no meio-campo.
    • Controle do jogo fora de casa, em clássicos, é sempre algo a valorizar.

    Pontos a melhorar para o Vasco:

    • Organização defensiva: permitiu os gols em momentos vulneráveis.
    • Capacidade de reagir: quando o adversário passou a ter domínio, o time não conseguiu responder.
    • Aproveitamento dos momentos de jogo: teve domínio em partes iniciais mas não converteu isso em resultado.

    Olhando para frente

    Para o Botafogo, manter o nível apresentado será fundamental agora — quem joga bem contra rivais diretos tem grandes chances de colher frutos. Já o Vasco está em momento de alerta: o técnico reconhece isso e o elenco precisará de ajustes rápidos para não ver a temporada escapar.


    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O Flamengo viveu mais uma noite de mistura entre brilho e frustração ao empatar em 2 a 2 com o São Paulo, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A.

    Apesar de até ter virado o jogo, o time carioca deixou escapar a chance de sair na liderança da competição.

    O que deu certo

    O Flamengo mostrou bom poder de reação. Com gols de Arrascaeta (de pênalti) e Samuel Lino — este último reencontrando o gol após jejum — a equipe demonstrou que ainda tem armas ofensivas eficientes.

    A movimentação ofensiva, ao menos em parte, funcionou. E não deixa de ser mérito ter buscado a virada após ter saído atrás.

    O que não está funcionando — e aqui entra o grande foco: Gonzalo Plata

    Mas, se por um lado há pontos positivos, por outro a atuação do jogador equatoriano Gonzalo Plata se tornou de novo um dos grandes problemas. Conforme destaca o site GE, Plata foi uma das piores notas do time no jogo.
    Ele ainda foi expulso — o Flamengo tem uma série crescente de expulsões recentes — e essa instabilidade coletiva acaba atrapalhando os planos maiores do time.

    Consequências imediatas

    • O empate custou caro: o Flamengo chegou aos 65 pontos, mas não assumiu a liderança, deixando margem para que o Palmeiras abra vantagem no topo.
    • A expulsão de Plata agrava o problema de descontinuidade no time: sofrer com desfalques por cartão vermelho ou suspensão compromete o rendimento em jogos chave.
    • A equipe parece oscilar entre momentos de brilho (como a virada) e falhas recorrentes na concentração ou no desempenho individual.

    O que precisa mudar para seguir em frente

    1. Plata precisa recuperar foco e performance: Ele tem potencial, mas precisa mostrar regularidade, menos erros e mais contribuição positiva.
    2. Menos imaturidade nos duelos decisivos: A expulsão é só um sintoma — o time precisa reduzir os momentos de desatenção que custam caro.
    3. Aproveitar os jogos restantes como final de campeonato: Cada ponto perdido se torna decisivo numa disputa tão apertada como essa.
    4. Equilíbrio entre ofensiva e defensiva: Marcadores devem estar prontos para suportar mais pressão e os atacantes devem converter quando tiverem espaço.

    Conclusão

    O Flamengo provou mais uma vez que tem condições de brigar lá em cima — mas, ao mesmo tempo, voltou com uma lição clara: na corrida pelo título, erros individuais e atitudes fora de sintonia podem matar os sonhos, e o Plata, por ora, aparece mais como um entrave do que como solução.

    Resta agora ver se ele vai se reencontrar — e se o Flamengo vai manter firme o ritmo para não deixar o lider escapar.

    Porque o tempo para vacilar é cada vez menor.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O futebol brasileiro vive momentos em que muita coisa boa acontece — talentos surgem, clubes inovam — mas também enfrenta crises culturais e de postura. O episódio recente protagonizado por Leão e Oswaldo de Oliveira, dois nomes históricos do nosso futebol, serve como exemplo de que nem sempre os ícones esportivos escapam de deslizes públicos.

    O que foi dito

    Durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, promovido pela CBF, ambos fizeram declarações contundentes sobre a presença de técnicos estrangeiros no Brasil.

    • Leão afirmou:“Eu sempre disse que eu não gosto de treinadores estrangeiros no meu país … Antes eu falava que eu não suportava, não suportaria treinadores (estrangeiros). … Você sabe que eu já falei isso, né Zé?” , se dirigindo a Zé Mario, ex treinador e jogador.
    • Oswaldo de Oliveira, por sua vez, também declarou: “Depois que ele for embora, campeão do mundo, que venha um brasileiro.” 

    E em outras palavras:

    “Brasil não precisa de técnicos estrangeiros… chegam aqui e metem o pé na porta.”

    Por que é deselegante e problemático

    Há pelo menos três aspectos que tornam o episódio desconfortável:

    1. Desrespeito à diversidade profissional
      No futebol globalizado, técnicos de diferentes nacionalidades trazem ideias, métodos e abordagens que enriquecem o esporte. Fechar a porta para “os de fora” — especialmente com tom pejorativo — coloca em segundo plano o mérito técnico e promove a discriminação.
    2. Autoridade questionável
      Leão e Oswaldo foram figuras importantes no futebol brasileiro, sim — mas isso não os isenta de responsabilidade ao fazer julgamentos públicos. Quando pessoas com peso no futebol nacional falam assim, contribuem para polarização e divisão, em vez de promover o diálogo.
    3. Imagem do Brasil e da CBF
      A declaração não atinge somente o técnico estrangeiro eventual, mas reflete na imagem da seleção, dos clubes e da própria CBF diante do mundo. Quando se adota discurso de “nós contra eles”, perde-se a oportunidade de mostrar um futebol inclusivo, plural e aberto. Leão admitiu que a “invasão” dos gringos tem a ver com a queda de qualidade dos profissionais brasileiros.

    O que esperar daqui para frente

    Para além das críticas, esse episódio pode servir como ponto de reflexão para o futebol brasileiro:

    • A CBF e demais entidades precisam reafirmar um compromisso com o respeito profissional — independentemente de nacionalidade, origem ou estilo.
    • Técnicos estrangeiros ou não, devem ser avaliados pelo que fazem dentro das quatro linhas — ideias, resultados, liderança — e não por rótulos.
    • Figuras públicas do esporte devem ter consciência da repercussão de suas falas. Um comentário mal colocado pode gerar desconfiança, divisões e até rejeição de torcedores.

    Em resumo

    A fala de Leão e Oswaldo não é apenas uma tremenda falta de elegância — ela toca em questões de identidade, profissionalismo e imagem internacional do nosso futebol.
    Seja como ícones ou comentaristas, Leão e Oswaldo têm direito à opinião — mas não podem escapar da responsabilidade pelas palavras.
    O futebol brasileiro, que tanto já encantou o mundo, também merece um ambiente de respeitoabertura e evolução.

    Por fim, é hora de questionarmos não só quem fala, mas como falam, e, mais importante, qual legado essas falas deixam para as próximas gerações.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O técnico Carlo Ancelotti anunciou, nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, a convocação da Seleção Brasileira para os amistosos contra Senegal e Tunísia, que acontecem respectivamente nos dias 15 e 18 de novembro, na Europa (Londres e Lille).
    A seguir, os principais destaques e novidades dessa convocação — e o que o torneio rumo à Copa do Mundo de 2026 sugere.

    Alguns pontos de atenção na lista de 26 jogadores divulgada por Ancelotti:

    Jogadores convocados – selecção resumida

    • Goleiros: Bento (Al-Nassr), Ederson (Fenerbahçe), Hugo Souza (Corinthians) ge+1
    • Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Caio Henrique (Monaco), Éder Militão (Real Madrid), Fabrício Bruno (Cruzeiro), Gabriel Magalhães (Arsenal), Luciano Juba (Bahia), Marquinhos (PSG), Paulo Henrique (Vasco), Wesley (Roma) ge
    • Meio-campistas: Andrey Santos (Chelsea), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Fabinho (Al-Ittihad), Lucas Paquetá (West Ham) ge+1
    • Atacantes: Estêvão (Chelsea), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Richarlison (Tottenham), Rodrygo (Real Madrid), Vinícius Jr. (Real Madrid), Vitor Roque (Palmeiras) ge+1

    Novidades importantes

    • A chegada de jogadores como Vitor Roque (Palmeiras) e Luciano Juba (Bahia) — ambos convocados pela primeira vez ou em destaque agora.
    • O retorno de Fabrício Bruno (zagueiro), mesmo após falhas recentes contra o Japão — Ancelotti ressalta que o critério não é apenas o erro imediato, mas o conjunto de partidas.
    • A convocação conta com sete jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro — sinal de que Ancelotti está observando também o futebol local.
    • Ancelotti afirmou que estes amistosos de novembro serão os últimos “grandes testes” antes de definir uma equipe mais estável para o Mundial.

    🎯 O que isso revela da estratégia de Ancelotti

    • O treinador deixou claro que, após uma fase de muitos testes e experimentos, ele espera já formar uma base mais definida para o time a partir de 2026.
    • A escolha de confrontos na Europa (Londres e Lille) e a intenção de treinar no continente refletem o foco em preparar o time para ambientes internacionais — sabem que a Copa será nos EUA/Canadá/México.
    • Ancelotti valoriza a mescla “juventude + experiência”: novos jogadores ganhando chance, mas também nomes consolidados para dar solidez.
    • A observação aos clubes brasileiros e jogadores que atuam no país sugere que Ancelotti está atento ao cenário interno, não somente aos expatriados. Isso pode ampliar o leque de opções para 2026.

    🗓 Próximos passos e implicações para 2026

    • Os amistosos contra Senegal (15/11) e Tunísia (18/11) serão os últimos da Seleção Brasileira em 2025 sob Ancelotti.
    • A expectativa é que, a partir de 2026, especialmente após a janela de março, o grupo se aproxime bastante da lista final para o Mundial.
    • A preparação contará com apresentação da Seleção no Brasil (em local ainda a definir), período de treinamentos em locais como a Granja Comary (Teresópolis) e possivelmente um amistoso de despedida no Brasil antes da viagem ao exterior. 

    Agenda

    • 15/11 – Brasil x Senegal – Emirates Stadium (Londres)
    • 18/11 – Brasil x Tunísia – Decathlon Stadium (Lille

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.