Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

A Seleção Brasileira fez o que a torcida esperava no Maracanã: venceu, goleou e encerrou sua preparação em solo brasileiro com uma vitória por 6 a 2 sobre o Panamá. Os gols de Vini Jr., Casemiro, Rayan, Lucas Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos deram números largos ao amistoso que antecede a viagem para a Copa do Mundo. 

O resultado empolga. O ataque mostrou velocidade, movimentação e um elenco com várias opções para Carlo Ancelotti. Vini Jr. abriu o placar logo no início, Rayan deixou sua marca e os reservas mantiveram o ritmo da equipe durante a segunda etapa. 

Mas nem tudo foram flores.

Apesar da goleada, o Brasil sofreu dois gols de uma seleção muito inferior tecnicamente. O primeiro veio em uma cobrança de falta que desviou na barreira e enganou Alisson. O segundo aconteceu já no fim da partida, em um chute de fora da área que superou Ederson. 

E é justamente aí que mora a preocupação.

Durante parte do primeiro tempo, o Panamá conseguiu trocar passes, ganhou confiança após o empate e encontrou espaços que uma seleção candidata ao título mundial não pode oferecer. O próprio Alisson admitiu depois da partida que o lance do primeiro gol é algo que precisa ser corrigido antes da Copa. 

Claro que amistoso serve para testes. Ancelotti promoveu diversas mudanças, utilizou praticamente todo o elenco disponível e buscou dar ritmo aos jogadores. Ainda assim, sofrer dois gols de uma equipe que dificilmente está entre as forças do futebol mundial deixa um alerta ligado para os próximos desafios. 

A sensação final é de missão cumprida no ataque e trabalho pendente na defesa.

Se por um lado a Seleção mostrou repertório ofensivo, intensidade e talento individual de sobra, por outro ficou evidente que o equilíbrio defensivo ainda precisa evoluir. Em Copa do Mundo, adversários mais fortes não costumam desperdiçar as oportunidades que o Panamá encontrou.

A goleada anima. Os dois gols sofridos preocupam.

E talvez essa seja a principal conclusão da noite no Maracanã: o Brasil embarca para a Copa com muito poder de fogo, mas ainda longe da perfeição.

Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

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