Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

  • O Flamengo avançou às semifinais do Campeonato Carioca ao vencer o Botafogo por 2 a 1, nas quartas de final, garantindo a vaga e mandando o rival para casa mais cedo e carregando a quinta derrota seguida.

    Mas quem esperava um clássico quente, daqueles que justificam a história do confronto, encontrou algo bem diferente: um jogo lento, travado e com cara de fim de tarde preguiçoso.

    Um clássico que parecia amistoso

    Desde o início, o duelo no Nilton Santos teve ritmo baixo. Poucas chances claras, muita troca lateral e erros técnicos que transformaram o clássico em uma partida burocrática. Os dois times até tentaram competir, mas faltou intensidade, criatividade e, principalmente, inspiração.

    O Flamengo saiu na frente com Lucas Paquetá, que abriu o placar e foi um dos poucos a dar alguma lucidez ao jogo. 
    O Botafogo chegou a reagir, mas sem pressão real, mais no empurrão do que na qualidade. No fim, o Rubro-Negro ainda ampliou e confirmou a vitória por 2 a 1, suficiente para selar a classificação. 

    Arquibancada vazia, clima morno

    Se dentro de campo o espetáculo foi fraco, nas arquibancadas o clima acompanhou. O público não empurrou como se espera de um clássico carioca decisivo. Faltou aquela atmosfera de decisão, o barulho, o peso, parecia mais um jogo protocolar do calendário do que uma eliminatória.

    E talvez não seja coincidência: os dois clubes tem compromissos importantes próximos e chegaram a poupar ou administrar elenco, o que naturalmente derruba o nível técnico e a intensidade. 

    Vitória que vale vaga e só

    Para o Flamengo, pouco importa se o jogo foi ruim: o objetivo foi cumprido. Em mata-mata, o que fica é a classificação.

    Já para o Botafogo, sobra a sensação de que faltou futebol justamente quando não podia faltar. Em um clássico sem brilho, quem teve um pouco mais de qualidade individual levou a vaga.

    No fim, foi um clássico que decidiu a classificação, mas não honrou o tamanho da rivalidade. Um jogo que cumpriu a função e só. Futebol mesmo, ficou devendo.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O Campeonato Brasileiro mal começa a esquentar o motor e a arquibancada já quer trocar o pneu, o piloto, o mecânico e, se bobear, o carro inteiro.

    Estamos nas primeiras rodadas de um campeonato que tem 38 jogos, atravessa calendário apertado, viagens longas, lesões, convocações, Copa no meio do caminho e já tem gente pedindo cabeça. Até quando isso faz sentido?

    A torcida do Fla mi mi mi, olha para Lucas Paquetá e cobra como se ele estivesse devendo três temporadas em três partidas. A do Vasco da Gama aponta o dedo para Philippe Coutinho como se o camisa 10 tivesse obrigação de decidir todo jogo sozinho, como nos melhores dias de Liverpool. E a do Cruzeiro já começa a olhar atravessado para Tite, técnico experiente, currículo pesado, como se três rodadas fossem sentença definitiva.

    E o pior: a demissão de Jorge Sampaoli com apenas três jogos disputados no Brasileirão. Três jogos, nem deu tempo de o time assimilar ideia, ajustar posicionamento, recuperar fisicamente os titulares. No Brasil, o trabalho começa pressionado e termina antes de começar.

    A pergunta que fica é: estamos analisando futebol ou consumindo resultado imediato?

    O Brasileiro não é tiro de 100 metros. É maratona. É campeonato que se decide na regularidade, na sequência, na maturidade do elenco. Quantos times começaram mal e terminaram brigando por título? Quantos arrancaram bem e desmancharam no segundo turno? A memória curta da arquibancada às vezes ignora o próprio passado recente.

    Cobrança faz parte. Futebol sem cobrança vira amistoso. Mas existe uma linha tênue entre exigir desempenho e sabotar processo.

    Paquetá precisa render? Claro. Coutinho tem que assumir protagonismo? Evidente. Tite tem que organizar o Cruzeiro? Sem dúvida. Mas isso se constrói com três rodadas? Ou com tempo, treino e sequência?

    A cultura do imediatismo transforma qualquer tropeço em crise institucional. O empate vira vexame. A derrota vira terra arrasada. O treinador vira descartável. E o ciclo recomeça, novo técnico, novo discurso, mesma ansiedade.

    Talvez o maior adversário do futebol brasileiro hoje não esteja do outro lado do campo. Está na impaciência crônica que corrói planejamento.

    Então eu pergunto:
    até quando vamos tratar um campeonato de 38 rodadas como se fosse mata-mata de 90 minutos?

    Até quando a terceira rodada vai parecer a última?

    E, principalmente:
    até quando vamos demitir ideias antes mesmo de elas terem chance de virar trabalho?

    Porque no Brasil, às vezes, o problema não é perder.
    É não ter tempo para tentar ganhar.


    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • Hoje tem Clássico da Amizade. Pelo menos no nome. Porque quando a bola rola entre Vasco e Botafogo, a tal amizade costuma ficar sentada no banco, olhando de longe, esperando o apito final pra voltar.

    É um clássico diferente, não nasce do ódio escancarado, mas da convivência antiga, daquelas relações longas, cheias de respeito, mas também de competição silenciosa. Vasco e Botafogo se encaram como velhos conhecidos que sabem exatamente onde dói no outro.

    São dois clubes que carregam mais do que elencos: carregam identidade, o Vasco com sua história popular, de arquibancada cheia e memória de luta, o Botafogo com a elegância de quem já foi referência mundial e ainda vive tentando reencontrar o espelho. Quando se enfrentam, não é só jogo, é afirmação.

    Hoje, o campo vira palco para quem quer provar que o presente também importa, que tradição não joga sozinha, que camisa pesa, mas não corre. É dia de dividida forte, de olhar atravessado e de comemoração contida porque respeita, mas não perdoa.

    O Clássico da Amizade é assim, começa educado, mas esquenta rápido, a cada falta mais dura, a cada bola na trave, a amizade vai ficando teórica, e quando sai o gol… aí não tem abraço, tem desabafo.

    Para o torcedor, vale muito, vale sair na frente do vizinho, do colega de trabalho, do grupo do WhatsApp, vale provar que o time ainda está vivo, que ainda incomoda, que ainda sonha.

    Hoje tem Vasco x Botafogo, dois clubes históricos, duas torcidas que sabem sofrer, duas camisas que já viram o mundo e querem voltar a ser protagonistas.

    Amizade? Só depois do apito final.
    Antes disso, é clássico, e clássico se joga com o coração batendo mais forte.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • O futebol brasileiro não cansa de provar que memória curta é quase regra e coerência, exceção.

    A possível compra de John Arias pelo Palmeiras é mais um capítulo desse roteiro conhecido, mas nem por isso menos simbólico.

    Há apenas seis meses, Arias deixava o Fluminense em lágrimas, chorou no gramado, chorou na despedida, chorou no discurso, disse, com a voz embargada, que no Brasil só jogaria no Fluminense. Criou-se ali uma imagem forte: a do jogador identificado, grato, quase eterno. Um desses momentos que a torcida guarda como verdade absoluta.

    Mas o futebol não vive de promessas emocionais, vive de contratos, projetos esportivos e cifras. Seis meses depois, o mesmo Arias pode estar pintando de verde, vestindo a camisa do Palmeiras, um rival direto, competitivo, estruturado e sempre pronto para aproveitar oportunidades de mercado.

    Não se trata de julgar o jogador. A carreira é curta, as decisões são profissionais e o Palmeiras oferece vitrine, títulos e estabilidade. O problema é o choque entre discurso e realidade. Quando a emoção vira palavra pública, ela cria expectativa. E quando essa expectativa se rompe tão rápido, a frustração vem no mesmo ritmo.

    Para o Fluminense, fica a sensação de que o choro foi sincero naquele momento, mas momentâneo. Para o Palmeiras, chega um jogador pronto, decisivo e acostumado a jogos grandes. Para o futebol brasileiro, sobra a velha lição: juras de amor duram até a próxima proposta convincente.

    Arias não será o primeiro nem o último. O futebol gira, a bola corre e as camisas mudam. O que fica é a imagem: seis meses depois da promessa, o destino pode estar batendo à porta, agora em verde.

    E, desta vez, o Oscar sai das mãos dos Tricolores e pode acabar nas mãos do rival.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • Flamengo voltou a decepcionar no início do Brasileirão Série A 2026. Na noite da segunda rodada, o Rubro-Negro ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Internacional, no Maracanã, em um jogo marcado por cobrança da torcida, dificuldades ofensivas e mais um resultado abaixo do esperado.

    ⚽ Resumo do jogo

    O primeiro tempo foi truncado, com muita disputa no meio-campo e poucas chances claras. Mesmo jogando fora de casa, o Internacional foi mais objetivo e conseguiu sair na frente nos acréscimos da primeira etapa, aproveitando um contra-ataque rápido que pegou a defesa do Flamengo desorganizada.

    No segundo tempo, empurrado pela torcida, o Flamengo passou a ter mais posse de bola e presença no campo ofensivo. A pressão resultou em um pênalti, convertido com categoria por Arrascaeta, garantindo o empate e evitando uma derrota ainda mais indigesta no Maracanã.

    📊 Números da partida

    • Posse de bola: Flamengo 63% x 37% Internacional
    • Finalizações: Flamengo 14 x 9 Internacional
    • Finalizações no gol: Flamengo 5 x 4 Internacional
    • Escanteios: Flamengo 7 x 3 Internacional
    • Faltas cometidas: Flamengo 12 x 15 Internacional

    Os números mostram domínio territorial do Flamengo, mas também escancaram a dificuldade em transformar posse de bola em chances claras de gol.

    😠 Torcida impaciente

    Mesmo com o empate, o clima no Maracanã foi de insatisfação. Vaias foram ouvidas em vários momentos, principalmente pela lentidão na troca de passes e pela pouca criatividade no ataque. O time soma apenas um ponto em duas rodadas, um início que liga o sinal de alerta logo cedo na competição.

    🔎 O que fica do empate

    O Internacional sai do Rio satisfeito com o ponto conquistado fora de casa, enquanto o Flamengo deixa o campo pressionado, sabendo que precisa reagir rápido para não se distanciar dos primeiros colocados logo nas rodadas iniciais.

    O Brasileirão é longo, mas a paciência da arquibancada, essa, definitivamente, não é.


    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • Em uma tarde memorável no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Corinthians conquistou a Supercopa do Brasil 2026 ao vencer o Flamengo por 2 a 0 na decisão, realizada neste domingo, 1º de fevereiro. 

    Com público superior a 71 mil torcedores, o Timão garantiu seu bicampeonato do torneio o último título havia sido conquistado em 1991. 


    🏆 Os Gols que Decidiram o Título

    Os gols da partida foram marcados por:

    • Gabriel Paulista, que abriu o placar e celebrou emocionado ao marcar pelo seu clube de coração. 
    • Yuri Alberto, que ampliou para o Timão e sacramentou a vitória com uma jogada técnica no final da partida. 

    A vitória do Corinthians veio diante de um Flamengo que buscava o primeiro título da temporada, mas acabou se despedindo do título ainda na primeira disputa de taça do ano. 


    📊 Como Foi o Jogo

    O duelo começou com chances de ambos os lados, mas a equipe alvinegra se destacou por sua organização defensiva e eficiência no ataque. Aos poucos, o Corinthians tomou conta do jogo e capitalizou nas oportunidades para marcar. 

    O Flamengo, por sua vez, teve momentos de pressão inclusive, com uma cabeçada no travessão, mas não conseguiu converter em gols. 


    📌 Destaques e Polêmicas

    • Expulsão de Carrascal: Um dos momentos mais comentados da partida foi a expulsão do atacante do Flamengo logo após o fim do primeiro tempo, após revisão do VAR. 
    • Notas Individuais: Destaques do Corinthians, Gabriel Paulista e Yuri Alberto foram bem avaliados pela imprensa esportiva pela atuação decisiva. 
    • Repercussão nas redes sociais: A vitória rendeu provocações e memes, com torcedores do Corinthians celebrando o título e ironizando o rival. 

    💰 Premiação e Impacto

    Com o título, o Corinthians faturou cerca de R$ 11,61 milhões em premiação, um reforço importante para os cofres do clube que enfrenta desafios financeiros. 

    O Flamengo, apesar de vice-campeão, também recebeu uma premiação significativa para a temporada. 


    ⚽ O que Isso Significa?

    A conquista da Supercopa do Brasil 2026 marca o início de temporada com grande êxito para o Corinthians, que já soma seu primeiro título do ano. Para o Flamengo, a derrota significa foco renovado nos próximos compromissos da temporada

  • Neste fim de semana acontece a 5ª rodada da fase de grupos (Taça Guanabara), penúltima etapa antes do fim da fase de classificação. A rodada vai entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro, com cinco jogos marcados — e o tradicional clássico Botafogo x Fluminense como destaque maior. 

    ⭐ Jogos principais da rodada

    📅 ontem, 30/1

    • Sampaio Corrêa 1 x 1 Boavista
    • Nova Iguaçu 1 x 2 Bangu  

    📅 Domingo, 1º/2

    • Botafogo x Fluminense às 20h30, no Estádio Nilton Santos, jogo mais aguardado da rodada, com grande rivalidade e luta por posições melhores no grupo. 

    📅 Segunda-feira, 2/2

    • Maricá x Volta Redonda às 17h00
    • Madureira x Vasco da Gama às 20h00, com transmissão ao vivo em plataformas como Sportv, Premiere e GE TV. 

    📺 Flamengo não joga neste fim de semana porque seu duelo foi antecipado por causa de compromissos na Supercopa, e acabou empatando em 1×1 com a Portuguesa na partida adiantada. 

    🏆 O que está em jogo

    A competição é dividida em dois grupos com 12 clubes, e os confrontos desta rodada são decisivos para chegar ao mata-mata ou evitar ficar fora dos classificados. Botafogo e Fluminense buscam se consolidar nas primeiras posições, enquanto Flamengo tenta recuperar terreno após tropeços. 

    📊 A primeira fase se encerra após essa rodada, e os melhores avançam para as quartas de final, que serão disputadas em jogos únicos, seguindo o novo formato enxuto do Cariocão em 2026. 

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo vive um momento financeiro muito difícil, com dívidas que já ultrapassam cerca de R$ 1,5 bilhão, parte delas de curto prazo e com altos juros, o que sufoca a operação da empresa que administra o futebol alvinegro e preocupa dirigentes e torcedores. 

    Quando o empresário norte-americano John Textor assumiu o controle da SAF em 2022, havia esperanças de que sua chegada, com investimentos e gestão profissional, pudesse reorganizar as finanças e fortalecer o clube após décadas de desequilíbrio financeiro. Porém, com o tempo, essas expectativas têm sido alvo de críticas e frustrações por parte de setores da torcida e do próprio associativo. 

    Uma das promessas mais repetidas por Textor foi a de aporte de capital, incluindo cerca de R$ 270 milhões para melhorar o caixa da SAF e permitir, por exemplo, a quitação de passivos que hoje impedem o registro de atletas, como a dívida com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada, que resultou num transfer ban da FIFA

    Apesar disso, muitos desses aportes ainda não se materializaram no nível esperado, e há questionamentos internos sobre a capacidade de Textor de cumprir seus compromissos financeiros, sobretudo diante de disputas judiciais com credores e parceiros de investimentos

    Esse cenário levou a debates dentro do clube sobre a necessidade de novos rumos na gestão da SAF, incluindo movimentos que defendem até o afastamento de Textor da liderança da empresa, enquanto o Botafogo busca medidas de austeridade e reorganização financeira que possam assegurar a continuidade do projeto esportivo. 

    Em resumo: a SAF do Botafogo enfrenta uma crise profunda de dívidas que supera a capacidade de pagamento imediata, e as promessas de Textor de saneamento financeiro e aportes significativos ainda não foram plenamente cumpridas, gerando insatisfação, pressão interna e debates sobre o futuro da gestão da SAF. 

    ⚠️ Atrasos de salários e direitos trabalhistas

    • Botafogo SAF teve atrasos no pagamento de direitos de imagem aos jogadores, chegando a acumular cerca de três meses em atraso antes de regularizar parcialmente essas parcelas recentemente. 
    • Os vencimentos da carteira de trabalho (salários CLT) estavam em dia no período citado, mas havia débitos com o FGTS e outras obrigações trabalhistas ainda pendentes. 

    💼 Pendências trabalhistas e pressões internas

    • Parte dos atrasos chegou a gerar insatisfação no elenco, com conversas entre jogadores e direção devido às pendências relacionadas a direitos de imagem. 
    • Uma das principais contratações, Danilo, chegou a pensar em rescindir contrato por atraso em obrigações trabalhistas, e o clube precisou acelerar pagamentos para evitar essa saída. 

    📌 Histórico e contexto

    • Há relatos e registros anteriores de problemas de pagamento ou ameaças de atraso com salários e outros valores (como premiações), inclusive situações em anos anteriores. 

    📊 Resumo

    ✔️ Salários CLT geralmente em dia recentemente
    ✔️ Direitos de imagem atrasados e regularizados com esforço
    ✔️ Débitos com FGTS e outras obrigações trabalhistas ainda citados
    ✔️ Houve reclamações e pressão interna por atrasos

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • A rodada de ontem do Campeonato Brasileiro foi daquelas que mexem com o humor da torcida. Teve frustração, atuação abaixo do esperado e, do outro lado, uma exibição dominante que já começa a desenhar quem chega forte na briga lá em cima.

    Vasco da Gama voltou a decepcionar. Mesmo com expectativa de evolução, o time mostrou dificuldades para se impor, errou escolhas e deixou a sensação de que poderia ter entregado mais. A atuação apática ligou o sinal de alerta em São Januário: o campeonato é longo, mas tropeços assim cobram seu preço.

    Em contraste total, o Botafogo deu um verdadeiro show. Diante do Cruzeiro, o Alvinegro foi intenso do primeiro ao último minuto, dominou as ações e construiu uma vitória incontestável. Organização, agressividade e eficiência definiram uma atuação que empolgou a torcida e colocou o time na liderança do Brasileirão.

    O resultado não só rende três pontos: manda recado aos concorrentes. O Botafogo mostra força coletiva, confiança e repertório para enfrentar jogos grandes exatamente o tipo de sinal que pesa numa competição tão equilibrada.

    Assim, a rodada deixa dois retratos bem distintos: enquanto o Vasco precisa reagir rápido para não deixar a pressão aumentar, o Botafogo assume o topo com moral e futebol convincente. O Brasileirão mal começou, mas já avisa: não vai dar trégua pra ninguém.

    Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada.

  • A primeira rodada do Brasileirão confirmou aquilo que todo começo de campeonato promete: equilíbrio, nervosismo e muita expectativa. Com times ainda em fase de ajuste, a bola rolou mais pesada do que bonita em vários jogos, mas já deu sinais claros de quem chega forte e quem vai ter trabalho logo de saída.

    Os favoritos começaram com posturas diferentes. Alguns mostraram força coletiva, intensidade e organização, deixando claro que chegam prontos para brigar na parte de cima. Outros até dominaram territorialmente, mas esbarraram na falta de ritmo, erraram no último passe e saíram devendo desempenho, alerta ligado logo na estreia.

    Entre os times médios, a rodada foi de afirmação. Houve quem jogasse sem medo, apostando em marcação alta e transições rápidas, mostrando que o campeonato não será decidido só no peso da camisa. Já quem entrou mais cauteloso, pensando primeiro em não perder, acabou deixando pontos pelo caminho.

    Para os clubes que lutam contra o rebaixamento, a estreia trouxe aquele retrato clássico: jogos truncados, muita disputa física e nervos à flor da pele. Alguns conseguiram somar pontos importantes logo de cara; outros já começam pressionados, sabendo que no Brasileirão cada rodada pesa.

    Individualmente, alguns jogadores já chamaram atenção seja pela liderança, pela intensidade ou por resolverem quando o coletivo ainda não encaixou. Nada definitivo, mas o suficiente para animar torcida e imprensa.

    📌 Resumo da ópera:
    A primeira rodada não define campeão nem rebaixado, mas define tom. E o tom inicial do Brasileirão é o de sempre: campeonato longo, imprevisível, onde quem vacila cedo costuma pagar caro lá na frente.

    📊 Resultados da rodada

    • Vitória 2–0 Remo: Vitória começou forte com vitória em casa. 
    • Chapecoense 4–2 Santos: Jogo com muitos gols e destaque ofensivo da Chapecoense. 
    • Internacional 0–1 Athletico-PR: Vitória importante fora de casa do Furacão. 
    • Coritiba 0–1 Red Bull Bragantino: Bragantino estreou com vitória fora. 
    • Corinthians 1–2 Bahia: Bahia surpreende e vence fora de casa. 
    • Fluminense 2–1 Grêmio: Tricolor carioca estreia com três pontos. 
    • São Paulo 2–1 Flamengo: Clássico equilibrado com vitória do São Paulo.
    • Atletico Mineiro 2–2 Palmeiras: Clássico equilibrado e empate justo.
    • Mirassol x Vasco e Botafogo x Cruzeiro, fecham hoje a primeira rodada.