Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

  • Começa hoje o campeonato que mais testa caráter do que talento. Antes do apito inicial, o Brasileirão é esse território fértil de ilusões: todo elenco parece equilibrado, todo técnico parece preparado, toda torcida acredita que “agora vai”. A tabela ainda está limpa, o saldo zerado e o erro por enquanto é apenas teórico.

    Os clubes grandes entram pressionados desde a primeira rodada. Não há espaço para adaptação quando a camisa pesa toneladas. Investimento alto, cobrança diária e a obrigação silenciosa de brigar pelo topo. Começar mal não é sentença, mas costuma virar crise antes mesmo do outono.

    Os times médios enxergam o início como oportunidade. Pontuar cedo é criar colchão, é comprar tranquilidade. Empate fora vira argumento, vitória em casa vira escudo. Eles sabem que o Brasileirão não se ganha agora, mas pode se complicar cedo se a largada for errada.

    Para os recém-promovidos, hoje é dia de provar pertencimento. Jogam sem o peso da obrigação, mas com a urgência de quem sabe que cada rodada pode ser decisiva. Organização, intensidade e casa cheia são as armas iniciais. A permanência começa hoje, não no returno.

    Os treinadores iniciam o campeonato em equilíbrio instável. Projeto, discurso e convicção dividem espaço com a impaciência estrutural do futebol brasileiro. Uma sequência ruim derruba ideias; uma vitória muda narrativas. No Brasileirão, o tempo nunca joga a favor.

    E o torcedor, antes mesmo da bola rolar, já está emocionalmente esgotado. Calcula cenários, discute elenco, reclama da arbitragem preventiva e promete paciência, promessa essa que costuma durar até o primeiro gol sofrido.

    Hoje começa o Brasileirão 2026. Ainda não há heróis, vilões ou condenados. Há apenas expectativa, ruído de arquibancada e a certeza de sempre: quando a bola rolar, o campeonato vai começar a separar quem se preparo de quem apenas acreditou.

    Porque no Brasileirão, o relógio começa a correr hoje.
    E ele não espera ninguém.

    ⚽ Jogos de hoje — 1ª rodada do Brasileirão 2026, hoje (28/01/2026)

    • Atlético-MG x Palmeiras
    • Coritiba x RB Bragantino
    • Internacional x Athletico-PR
    • Vitória x Remo
    • Fluminense x Grêmio
    • Chapecoense x Santos
    • Corinthians x Bahia
    • São Paulo x Flamengo

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O Fla x Flu voltou a provar que clássico não respeita favoritismo, camisa nem discurso pronto. No Maracanã, quem sorriu foi o Fluminense, que fez um jogo inteligente, competitivo e venceu o rival em um resultado que bagunça de vez o caminho do Flamengo no Campeonato Carioca.

    Desde o apito inicial, e uma paralisação por causa da chuva, o Fluminense mostrou que não estava ali apenas para “competir”. Bem postado defensivamente, com linhas compactas e saída rápida, o Tricolor soube explorar os espaços deixados pelo Flamengo, que mais uma vez teve posse de bola, mas pouca objetividade. O Flu, ao contrário, foi cirúrgico: quando chegou, machucou.

    A vitória não vale só os três pontos. Ela coloca pressão real sobre o Mengão, que agora vê sua vaga nas finais do Carioca ameaçada. Um cenário impensável para um elenco caro, badalado e que entrou na competição como favorito absoluto. No futebol, porém, planejamento no papel não ganha jogo, quem decide é quem entrega em campo.

    Para o Fluminense, o resultado fortalece o trabalho, dá moral ao elenco e reacende a confiança da torcida. Ganhar um clássico é sempre especial; ganhar um clássico que pode tirar o rival da final é ainda melhor. O time mostrou personalidade, leitura de jogo e, principalmente, vontade de vencer.

    Já o Flamengo sai do clássico devendo. Faltou intensidade, faltou criatividade e sobrou nervosismo. Agora, o Rubro-Negro terá que fazer contas, vencer o que resta e torcer por combinações de resultados. Um roteiro perigoso para quem se acostumou a decidir títulos, não a depender dos outros.

    No fim das contas, o Fla x Flu cumpriu seu papel histórico: equilibrou o campeonato, incendiou a tabela e lembrou que, em clássico, não existe favorito absoluto. O Carioca agradece e a torcida tricolor também.

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  • Tem jogo que vale três pontos.
    E tem jogo que vale o direito de andar na rua de cabeça erguida, de abrir o WhatsApp sem medo, de postar indireta no status e fingir que “nem ligava tanto assim”.

    Domingo é Fla-Flu.
    E Fla-Flu não é futebol, Fla-Flu é fenômeno social, é guerra fria com sorriso falso, é aquele “bom dia” que vem carregado de ameaça.

    Porque o Flamengo pode estar voando, o Fluminense pode estar cambaleando ou o contrário. Não importa. Quando o juiz apita, tudo zera. Some tabela, some momento, some lógica. Fla-Flu é o único lugar onde a razão pede demissão e vai embora sem cumprir aviso prévio.

    O Flamengo chega como sempre chega: pressionado pelo próprio tamanho.
    Quando ganha, “fez obrigação”.
    Quando empata, “foi vergonhoso”.
    Quando perde… aí vira crise nacional, coletiva de imprensa, caça às bruxas e o torcedor jurando que “agora acabou”.

    O Flamengo não joga apenas contra o Fluminense.
    Joga contra a expectativa, contra o peso da camisa e contra aquela mania de achar que o jogo tem que ser resolvido em 15 minutos e se não for, começa o drama.

    Do outro lado vem o Fluminense, que entra num Fla-Flu com um espírito diferente.
    O Flu entra com aquela cara de quem diz:
    “Pode ter favorito, mas eu conheço esse roteiro.”

    E conhece mesmo.
    Porque o Fluminense tem esse talento: quando ninguém espera nada, ele cresce.
    E quando todo mundo acha que vai ser passeio, ele vira pedra no sapato, vira armadilha, vira novela das nove.

    É clássico que não precisa de ensaio.
    Não precisa de aquecimento.
    É só colocar a bola no chão que já começa o teatro: catimba, provocação, falta “sem querer”, empurra-empurra, cartão cedo, e aquele olhar de ódio que não aparece na TV mas que o estádio inteiro sente.

    E o mais bonito ou mais trágico é que domingo não vai ser só um jogo.
    Vai ser um teste de nervo.

    Porque Fla-Flu é assim:
    o gol não é só gol. É sentença.
    É deboche. É revanche.
    É a risada do vizinho atravessando a parede.

    Se o Flamengo encaixar o ritmo, acelerar pelos lados e transformar posse em facada, vira aquele inferno: a torcida cresce, o adversário encolhe e a partida vira um “já era” antes dos 30 do primeiro tempo.

    Mas se o Fluminense conseguir segurar, amarrar, esfriar, fazer o Flamengo ficar ansioso e começar a cruzar bola na área como quem joga na loteria, aí meu amigo, aí o clássico muda de dono.

    Porque quando o Flamengo fica nervoso, ele vira refém de si mesmo.
    E o Fluminense adora um jogo assim: feio, truncado, cheio de “quase”, decidido num detalhe ou num erro.

    No fim, domingo vai ser isso, um jogo que ninguém quer perder,
    um jogo que ninguém aceita empatar,
    um jogo que vai ser lembrado até no churrasco de Natal.

    E quando acabar, não vai importar se foi bonito ou horroroso, o que vai importar é quem vai poder dizer:

    “Ganhei o Fla-Flu.”

    E aí eu te pergunto, torcedor:
    você está preparado pra esse domingo?
    Porque no Fla-Flu, quem pisca primeiro, vira meme.


    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • 📌 Impeachment aprovado pelo Conselho Deliberativo
    Na sexta-feira (16/01/2026), o Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o impeachment de Júlio Casares, afastando-o imediatamente do cargo de presidente do clube. Foram 188 votos favoráveis à destituição. 

    📌 Por que houve a votação?
    O processo de impeachment foi aberto após uma série de problemas políticos e escândalos dentro da gestão de Casares que agravaram sua crise de governabilidade: 

    • Denúncias de irregularidades envolvendo diretores próximos à sua gestão, incluindo um suposto esquema de comercialização ilegal de camarotes do Morumbi. 
    • Investigações da Polícia Civil sobre saques e movimentações financeiras do clube, em especial retiradas de valores que somaram cerca de R$ 11 milhões entre 2021 e 2025. 
    • Pressão crescente de conselheiros e torcedores, que já vinham criticando sua administração e reclamando da falta de resultados consistentes no futebol e da política de vendas de jovens promissores por valores menores do que o esperado. 

    📌 Reações e contexto entre a torcida
    Após a confirmação da votação, torcedores do São Paulo comemoraram o resultado nas imediações do Morumbi, mostrando o nível de insatisfação com a gestão de Casares. 

    📌 Quem assume agora?
    Com o afastamento de Casares, Harry Massis Junior, seu vice-presidente, assumiu a presidência interinamente. A permanência oficial de Massis no cargo depende da ratificação em uma Assembleia Geral de sócios, que deve ocorrer nos próximos dias. 


    🧠 Contexto da gestão de Júlio Casares

    Antes de sua queda, Casares já vinha enfrentando forte oposição interna e externa:

    • Sua administração foi marcada por tentativas de equilibrar as finanças do clube, incluindo a venda de jovens jogadores para reduzir déficit, o que desagradou boa parte da torcida. 
    • A situação se agravou com protestos em jogos, pichações em muros do Morumbi e vaias direcionadas a ele e a membros da diretoria. 

    🧾 Principais razões formais do processo de impeachment de Júlio Casares

    1. Supostas irregularidades financeiras e movimentações atípicas

    Um dos pilares do pedido foi a divulgação de movimentações financeiras consideradas suspeitas.

    📌 Depósitos pessoais em espécie
    Relatórios financeiros apontaram que Casares teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro vivo diretamente em sua conta entre 2023 e maio de 2025, valores realizados em parcelas fracionadas que chamaram atenção, técnica muitas vezes usada para evitar sistemas de alerta financeiro. 

    📌 Saques em dinheiro das contas do clube
    Também foram identificados 35 saques em espécie de contas do São Paulo que somam cerca de R$ 11 milhões no período entre 2021 e 2025 um padrão de operações considerado fora do padrão de governança esperado para clubes desse porte. 

    👉 A Polícia Civil chegou a abrir um inquérito para apurar essas movimentações e outras possíveis irregularidades aprofundando a investigação sobre gestão temerária e suspeitas de “manobras financeiras de alta sofisticação”. 


    2. Escândalo do camarote no Morumbi

    Outro motivo formal foi a denúncia de um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes do estádio Morumbis em dias de show um caso que ganhou destaque em dezembro de 2025.

    📌 Um áudio revelado pelo GE indicava que diretores do clube incluindo Mara Casares, diretora feminina e ex-esposa de Julio e outros envolvidos estariam negociando camarotes de forma irregular, o que configuraria uma utilização indevida de patrimônio do clube. 

    👉 Embora o caso envolva outra pessoa, ele acabou sendo incorporado ao contexto que justifica desconfiança sobre a gestão como um todo e foi citado como um dos elementos que motivaram conselheiros a requererem o impeachment. 


    3. Críticas à gestão e dívidas crescentes

    Além das irregularidades diretas, o grupo de conselheiros que apoiou o impeachment apresentou a percepção de má administração geral do clube como fundamento político e institucional, reforçando que:

    🎯 O clube aumentou substancialmente sua dívida sob a gestão de Casares, aproximando-a de níveis críticos. 
    🎯 Houve críticas sobre vendas de jogadores por valores abaixo do mercado, consideradas prejudiciais ao patrimônio do clube. 
    🎯 Todas essas situações foram usadas como argumentos de que a continuidade da gestão poderia causar ainda mais prejuízos e desestabilizar a instituição. 


    4. Procedimento estatutário no clube

    O pedido foi formalizado por conselheiros do São Paulo e tramitou pelas instâncias previstas no estatuto do clube:

    📌 Primeiro o pedido foi protocolado por um grupo de conselheiros, que solicitaram que a destituição fosse discutida. 
    📌 O processo então seguiu para votação no Conselho Deliberativo, que depende de um quórum qualificado de votos para aprovar o impeachment. 


    📊 Resumo dos pontos formais citados no processo

    ✔️ Supostas movimentações financeiras atípicas e depósitos pessoais em espécie. 
    ✔️ Saques de grandes quantias em dinheiro das contas do clube. 
    ✔️ Escândalo do camarote no Morumbis com envolvimento de diretores. 
    ✔️ Críticas à gestão financeira e maior endividamento do clube. 

    A queda de Júlio Casares marca mais um capítulo turbulento da política interna do São Paulo. Independentemente dos desdobramentos jurídicos, o episódio escancara a fragilidade da governança do clube e a distância entre a diretoria e a confiança de conselheiros e torcedores. Agora, o desafio do Tricolor é claro: reconstruir credibilidade, reorganizar as finanças e recolocar o futebol como prioridade, para que o São Paulo volte a ser notícia pelo que acontece dentro de campo e não nos bastidores.

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  • Quando a bola volta a rolar no Campeonato Carioca, não é só mais um campeonato que começa. É um reencontro. Um abraço antigo. Um ritual que atravessa gerações e insiste em lembrar ao Brasil que futebol também é memória, estética e provocação.

    O Carioca não pede licença, ele chega com sol de verão, arquibancadas cheias de histórias e aquela sensação de que cada jogo vale mais do que três pontos, vale a zoação da semana, a resenha no botequim, o rádio ligado no volume máximo e o debate eterno sobre quem joga mais bola mesmo quando a tabela diz o contrário.

    Chamam de estadual, mas o Carioca é teatro. É clássico em sequência, camisa pesada, gramado que já viu o mundo parar é o campeonato em que o resultado importa, claro, mas o jeito importa ainda mais. Aqui, ganhar feio nunca foi virtude. Aqui, o futebol precisa ter alma.

    Enquanto outros campeonatos se explicam por números, o Carioca se sustenta por personagens. O ponta habilidoso, o zagueiro folclórico, o técnico pressionado desde a primeira rodada. Tudo amplificado pela rivalidade que não tira férias apenas muda de endereço.

    E quando o apito inicial soa, a cidade entende: o ano começou de verdade. Porque o Campeonato Carioca é isso o mais charmoso do Brasil. Não por ser perfeito, mas por ser inconfundível. Um campeonato que não se joga apenas com os pés, mas com a lembrança de quem já viu muito e ainda assim espera sempre mais. A propósito, o Flamengo estreou no Campeonato Carioca 2026 com um jogo que misturou emoção, juventude e aquele tempero típico do futebol carioca. Atuando com time formado principalmente por jogadores da base, o Rubro-Negro encarou a Portuguesa-RJ no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e acabou empatando por 1 a 1.

    Que venha a bola, que venham os clássicos. O charme voltou. ⚽✨

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O futebol brasileiro tem dessas histórias que parecem piada pronta, mas insistem em bater à porta dos clubes como se fossem solução. A bola da vez atende pelo nome de Hulk. Ídolo em Minas, respeitado por onde passou, dono de um chute potente e de uma carreira que merece aplausos. Até aí, tudo certo.

    O problema começa quando a conversa chega ao contrato.

    Três anos.
    Dois milhões de reais por mês.
    Um jogador com idade que, no futebol de alto rendimento, já não perdoa mais ninguém.

    A possível chegada de Hulk ao Fluminense não é apenas uma contratação é uma aposta alta, cara e cheia de riscos. Não se trata de desrespeito ao atleta, mas de respeito à realidade. Futebol não se joga só com currículo, se joga com físico, intensidade e, principalmente, planejamento.

    O Fluminense, que recentemente apostou em identidade, em elenco equilibrado e em soluções mais coletivas e ja errou feio com.

    🔹 Everaldo – cerca de R$ 1,2 milhão
    Contratado para ser opção de gol, terminou a temporada com desempenho discreto e muitas críticas por falta de efetividade. Terra

    🔹 Yeferson Soteldo – aproximadamente R$ 44 milhões
    Uma das contratações mais caras da história do clube que pouco rendeu em campo, com poucas oportunidades e atuações abaixo do esperado. Fluminense News+1

    🔹 Igor Rabello – custo zero
    Apesar de nome de peso, teve participação limitada e foi citado entre as piores contratações em enquetes da imprensa tricolor. Fluminense News

    🔹 Santi Moreno – cerca de R$ 32 milhões por 75%
    Outro nome criticado pela torcida e pela mídia, também figurou na lista de contratações que decepcionaram. Fluminense News

    🔹 Lavega, Lezcano, Otávio, Pitaluga – diversos
    Esses reforços tiveram pouquíssima utilização ou adaptação difícil, e não conseguiram se impor no time ao longo da temporada. 

    Agora flerta com a tentação do nome grande. Do impacto midiático. Da contratação que gera manchete, mas pode virar peso no orçamento e no vestiário.

    Dois milhões por mês por três anos não compram apenas gols, compram também a responsabilidade de manter um jogador saudável, competitivo e decisivo até o último dia do contrato. E quando isso não acontece, a conta sempre sobra para o clube… e para a torcida.

    Vale a pena comprometer o futuro em troca de um passado glorioso?
    Vale abrir mão de renovação, base e planejamento por um nome que já entregou tudo o que tinha para entregar?

    No futebol, a história é implacável com quem confunde saudade com estratégia.

    E agora a pergunta que não quer calar fica com você, tricolor:

    E aí, você concorda?

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • Existe jogador que assina contrato com prazo e existe jogador que assina contrato com vírgula. No caso de Gerson, a vírgula sempre vem acompanhada de uma mala pronta, um telefone tocando e um discurso ensaiado sobre “novo desafio”.

    O roteiro é conhecido, mudam os clubes, mudam os países, mas a história é sempre a mesma: o contrato começa cheio de juras, termina antes do ponto final e acaba substituído por outra proposta “irrecusável”.

    Agora, o capítulo da vez envolve o Zenit e a possibilidade de um retorno ao Brasil, com o Cruzeiro surgindo como novo destino ou melhor, como nova estação de passagem.

    Porque com Gerson não se fala em projeto. Fala-se em oportunidade, não se discute continuidade. Discute-se vantagem, o futebol, que deveria ser campo, bola e compromisso, vira planilha, cláusula e renegociação.

    E no centro de tudo, sempre ele: o pai, o empresário, o conselheiro, o famoso “atleta Marcão. Personagem fixo dessa novela que nunca muda de emissora. É ali, nas entrelinhas das conversas, que os contratos começam a envelhecer rápido demais. O que foi assinado ontem já parece pequeno hoje. O que era suficiente virou desvalorização. O que era palavra vira ruído.

    O Zenit, como outros antes, acreditou que dessa vez seria diferente, não foi, o Cruzeiro, agora, observa com expectativa e deveria observar também com cautela. Porque a pergunta nunca é se Gerson joga bola. Isso ele joga, a pergunta é até quando o contrato dura antes da próxima ligação, da próxima “insatisfação”, do próximo “novo ciclo”.

    No futebol moderno, fidelidade virou artigo de luxo, mas compromisso ainda deveria ser item básico. Quando não é, o clube vira apenas uma ponte, e o torcedor, espectador de uma carreira guiada menos pelo escudo e mais pela cifra.

    Gerson segue andando, os contratos seguem caindo e a história se repete, sempre com a mesma assinatura invisível no rodapé: a do pai, o do negócio, o do “vamos ver o que é melhor pra gente”.

    No fim das contas, o problema nunca foi o meio-campo, sempre foi o meio do contrato.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • O calendário virou, o coração segue batendo forte e a paixão pelo futebol carioca continua intacta. Que o novo ano traga mais emoções, títulos, clássicos históricos e, claro, muita resenha boa para a arquibancada e para o nosso blog.

    🔴 Flamengo

    O Flamengo segue como protagonista dentro e fora de campo. Entre renovações, planejamento de elenco e decisões fortes nos bastidores, o clube mostra mais uma vez que ninguém é maior que o Flamengo. A expectativa é de um ano competitivo, com elenco forte e cobrança máxima por títulos como manda a tradição rubro-negra.

    ⚪⚫ Vasco

    O Vasco entra no novo ano com a palavra reconstrução bem definida. Após altos e baixos, o clube busca estabilidade, organização e um time mais competitivo. A torcida segue empurrando, acreditando que dias melhores virão e que o Gigante da Colina pode voltar a brigar em outro patamar.

    🟢⚪ Fluminense

    O Fluminense começa o ano sustentado por um trabalho que valoriza elenco, identidade e continuidade. Com foco em manter o nível competitivo e ajustar peças, o Tricolor quer seguir firme nas grandes competições e provar que não foi protagonista por acaso nos últimos tempos.

    ⚫⚪ Botafogo

    O Botafogo vive um momento de expectativas altas. Com planejamento, investimento e ambição, o clube inicia o ano pressionado por resultados, mas também respaldado por uma torcida que voltou a sonhar grande. O desafio agora é transformar promessas em conquistas.


    Que 2026 seja um ano de menos polêmica vazia e mais bola na rede, menos sofrimento desnecessário e mais alegria para quem vive o futebol todos os dias.

    🥂 Feliz Ano Novo!
    Que venham os clássicos, os gols, as provocações saudáveis e, acima de tudo, o amor eterno pelo futebol carioca.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada.

  • Depois de semanas de incerteza, tensões e negociações intensas que pararam o mercado rubro-negro, acabou a novela que mobilizou a torcida, diretoria e até os jogadores: Filipe Luís assinou a tão esperada renovação com o Flamengo e seguirá no comando técnico do clube até o fim de 2027ge

    A história parecia caminhar para um impasse. O contrato de Filipe Luís estava expirando neste fim de ano e as conversas se arrastaram por meses, com pontos espinhosos, especialmente ligados à remuneração tanto dele quanto da sua comissão técnica. Houve momentos em que a permanência parecia improvável, tanto que o Flamengo chegou a trabalhar com alternativas no mercado. ge

    Mas o desfecho foi feliz para a Nação Rubro-Negra. As partes finalmente chegaram a um consenso, e o treinador aceitou a última proposta da diretoria, que passou por ajustes importantes incluindo questões salariais e cláusulas contratuais de comissão e bônus para atender às exigências de Filipe e promover um acordo equilibrado. ge

    A renovação representa mais que uma simples extensão de contrato: é a continuidade de um projeto de sucesso. Filipe Luís, desde que assumiu o time principal em outubro de 2024, conquistou títulos importantes e ganhou a confiança do elenco e da torcida, construindo um trabalho que já rendeu taças e um estilo envolvente de jogo.

    A sequência de sucesso e estabilidade agora está garantida por mais dois anos, um alívio para o planejamento da temporada 2026 e um sinal claro de que o Flamengo aposta na continuidade de um trabalho que já provou valor em campo.

    Agora é oficial: Filipe Luís ficará no Flamengo até dezembro de 2027  fim de uma novela que mexeu com o coração da torcida e início de uma nova fase de ambições rubro-negras. 

    Com a novela encerrada, o Flamengo vira a página e olha para frente. A renovação de Filipe Luís representa estabilidade, continuidade e a aposta em um projeto que já mostrou resultados dentro de campo. Agora é trabalhar, cobrar e competir no mais alto nível porque no Flamengo a régua é sempre lá em cima. Ninguém é maior que o Flamengo.

    Por Cercado de Traíras FC a voz da arquibancada.

  • A renovação de contrato de Filipe Luís, ídolo recente e hoje peça importante dentro do Flamengo, virou um problema que o clube não precisava enfrentar, tudo por conta de uma decisão equivocada: a contratação de um agente, que agora exige 10% de comissão sobre o novo vínculo e quem deve pagar, não é quem contrata e sim, o clube.

    O Flamengo, como instituição, não pode ser refém de treinador, atleta, empresário ou quem quer que seja, ainda mais quando se trata de um profissional que sempre se apresentou como alguém alinhado aos valores do clube. É um total “Absurdo” o Flamengo, nesse caso, pagar comissão a um agente, contratado pelo treinador. Pagar comissão em renovação de contrato, ainda mais nesses moldes, abre um precedente perigoso.

    O clube já deixou claro ao longo da sua história recente que não aceita intermediários mandando mais do que a diretoria, e é exatamente por isso que chegou a hora de ser pragmático.

    Se a renovação está travada por causa de comissão, aciona o plano B.

    O Flamengo é maior que qualquer nome, foi assim com jogadores históricos, técnicos campeões e dirigentes. Ídolos passam, gerações mudam, e o clube permanece, não é desmerecer a trajetória do Filipe Luís, mas sim defender a instituição.

    Se houver bom senso, a renovação sai sem ruído.
    Se não houver, o Flamengo segue em frente como sempre fez.

    Porque no Flamengo, ninguém é maior que o clube.

    Por Cercado de Traíras FC — a voz da arquibancada