Cercado de Trairas FC

Um blog de futebol pra quem não engole papo de dirigente nem discurso bonito de coletiva, aqui é bola, dinheiro e verdade sem filtro, sem firula e com opinião de arquibancada, escrito por Murilo Marcelli, um torcedor que fala o que o povo pensa e não tem medo de cutucar cartola, clube ou federação.

No Flamengo, quando as coisas dão errado, quase sempre sobra para o lado mais fraco da corda, e desta vez não foi diferente, a demissão de Filipe Luís não tem cheiro de planejamento, de análise fria ou de projeto de futebol, tem cheiro de covardia.

Filipe Luís não era apenas mais um treinador tentando a sorte no banco do Flamengo, era um dos maiores laterais da história recente do clube, um jogador que ajudou a construir momentos importantes e que sempre demonstrou inteligência de jogo, liderança e identificação com o rubro-negro, mas no Flamengo atual, história e identidade parecem valer menos que o ego de quem manda.

A verdade incômoda é que faltou coragem à diretoria para sustentar um trabalho que ainda estava em construção, e quando falta coragem, sobra autoritarismo.

É aí que entra o presidente BAP.

BAP conduz o clube como se fosse um palco particular, tudo gira em torno de sua vontade, de sua visão, de sua necessidade de mostrar poder, no futebol, porém, gestão baseada em ego quase sempre termina mal, e quando o dirigente se coloca acima do clube, quem paga a conta é o próprio Flamengo.

A saída de Filipe Luís não parece ter sido fruto de uma análise profunda de desempenho, mas sim de uma decisão política, daquelas que servem mais para demonstrar autoridade do que para resolver problemas.

Demitir um técnico jovem, identificado com o clube e ainda no começo de um processo é o caminho mais fácil, é a solução rápida que costuma agradar quem quer mostrar ação imediata, mas facilidade e coragem são coisas bem diferentes.

Coragem seria assumir erros da própria gestão.
Coragem seria proteger um projeto.
Coragem seria blindar quem está tentando trabalhar.

O que vimos foi o contrário.

Ao mandar Filipe Luís embora dessa maneira, a diretoria do Flamengo não demonstrou força, demonstrou medo de assumir responsabilidades, demonstrou pressa em encontrar um culpado.

E no meio disso tudo fica uma pergunta que ecoa na arquibancada:

Se até um ídolo com história no clube pode ser descartado assim, quem realmente está protegido no Flamengo de hoje?

Porque quando o ego fala mais alto que o futebol, o clube sempre sai menor.

Por Cercado de Traíras FC, a voz da arquibancada. 🔴⚫

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